sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Olinda




Olinda é um município brasileiro do estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife.

Possui 394.850 habitantes (IBGE/2008),[2] sendo uma das mais bem preservadas cidades coloniais do Brasil. Foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982.

Um mito popular diz que o nome Olinda teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – "Oh, linda situação para se construir uma vila!". Mas de fato, o nome advém de uma personagem feminina do romance de cavalaria Amadis de Gaula.[carece de fontes?]


História
No estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. Foi elevada a vila em 12 de março de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, transferiram a sede para o Recife.


Olinda em 1650.Em 1654, quando os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses, volta a ser capital de Pernambuco. Em 1676 foi elevada à categoria de cidade. Em 1837, perde de vez o título de capital para o Recife.


Foral de Olinda
A outorga do Foral em 1537, feita pelo primeiro donatário, fidalgo de formação européia, estabelece pontes com o mundo peninsular e europeu, ganhando assim inserção no velho continente. O Foral de Olinda confere à povoação o título de Vila e estabelece o seu patrimônio público. Entretanto, não possui a forma dos forais manuelinos e afasta-se dos modelos textuais existentes, apresentado-se como uma carta de doação por não possuir no seu conteúdo a definição dos limites do Termo da Vila, as normas judiciais e penais e a carga fiscal imposta aos moradores.

O Foral de 1537 não recebeu, por parte dos primeiros vereadores, o cuidado que requeria o documento original, portanto, em 1550, a Câmara solicitou ao donatário uma cópia do documento, a qual foi tirada do livro de tombo e matrícula da Capitania. Com a invasão holandesa em 1630 e o incêndio em 1631, o documento guardado no arquivo do conselho foi novamente perdido. Em 1654, após a restauração do domínio português em Pernambuco, o texto foi localizado no Mosteiro de São Bento de Olinda e dele foi um traslado em 1672.


Olindenses Ilustres
Adelino Antônio de Luna Freire

Antônio José da Silva Filho

Basílio Quaresma Torreão

Chico Science

Cléber Santana Loureiro

Crispim do Amaral

Duarte de Albuquerque Coelho

Duarte Coelho de Albuquerque

Felipe Bandeira de Melo

Fernando Cardoso

Francisco do Rego Barros (Salinas)

Geraldo Pinho Alves

Givanildo Oliveira

Jacilda Urquisa

João Capistrano Bandeira de Melo Filho

Joaquim Saldanha Marinho

Jorge dü Peixe

Jorge de Albuquerque Coelho

José Corbiniano Lins

Júlio Braga (pianista)

Lúcio Carlos Cajueiro Souza

Lula Pereira

Mário Gibson Barbosa

Matias de Albuquerque

Nivaldo Machado

Olimpio Bonald Neto

Ovelha (cantor)

Quincas Laranjeiras

Samuel Wallace MacDowell


Cometa Olinda
Em 1860, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu, no Observatório do Alto da Sé, o primeiro cometa relatado a partir de observações na América Latina e o único descoberto no Brasil, que recebeu a denominação de cometa Olinda.


Demografia
Olinda tem uma população de cerca de 377.000 no total (360.554 na Zona urbana), e uma Área de 37,9 km², faz parte da Região Metropolitana do Recife. Localizada a uma distância de 6 km de Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com Recife, a leste com Oceano Atlântico.

Cultura
Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Em 2005, Olinda foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura para o ano de 2006.

Foi a primeira vez que o Brasil elegeu uma capital cultural. O projeto é uma iniciativa da organização Capital Brasileira da Cultura (CBC), com o apoio dos Ministérios da Cultura e do Turismo e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Olinda revive o esplendor de seu passado todos os anos durante o Carnaval, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos originais de Pernambuco. Há bonecos gigantes, nos quais cabe um homem apenas em suas pernas para ampará-lo; e blocos carnavalescos (com temáticas variadas, de grupos variados, geralmente acompanhados de orquestras de frevo, e/ou trios elétricos). É costume dos jovens molhar os transeuntes com pistolas d'água. Vários grupos também se fantasiam, seja qual for o personagem, em geral com a intenção de chamar a atenção para si, fazer uma crítica social, animar com brincadeiras, e atrair parceiros.

Durante todo o ano, em especial no sítio histórico de Olinda, há eventos culturais, como feirinhas de artesanato, reggaes, sambas, maracatus e afoxés. Também há ambientes mais intimistas, como casas de festas, bares e restaurantes culturais - com noites literárias, excelente gastronomia, música ao vivo etc. Circulam no meio crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos. Também há outras localidades, à beira-mar, onde a noite é freqüentada por diversas pessoas.

Também são símbolos culturais da cidade a comida típica tapioca, e o farol de Olinda.

Economia e sociedade
Olinda é um município essencialmente habitacional, comercial e turístico. Pode-se dizer que é uma "semi-cidade dormitório", em relação à capital pernambucana, a vizinha Recife. Os habitantes são majoritariamente de classe média e de classe baixa.

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