segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Endereços de Centro de Umbanda de Pernambuco

Centro Espiritualista Luz de Aruanda
Dirigente: Mãe Luzia Nascimento Tel:(81) 9164-8961
Endereço: Rua Porto Estrela, n°65 Bairro: Estância
Cidade: Recife
CEP: Estado: PE
E-mail: luzianascim@gmail.com
Web site:


Ilê Axé Reino de Iemanjá Ogunté
Nação: Nagô com ketu
Dirigente: Mario Sergio F. dos Santos Tel:(81) 8898-8896
Endereço: Rua Nossa Senhora da Conceição, n°85 Bairro: Comportas
Cidade: Jaboatão dos Guararapes CEP: Estado: PE
E-mail: mariodaogunte@bol.com.br
Web site: http://www.orkut.com/community.aspx?cmm=15387467

Ilê Axé Vodun Oyá Topé
Nação: ketu e Jeje
Dirigente: Babalorixá Paulo de Oyá Topé Tel:(81) 3075-1257
Endereço: Rua Evaristo Carneiro Leão, n°131 Bairro: Boa Viagem
Cidade: Recife CEP: 51030-720 Estado: PE
E-mail: paulodeoya@bol.com.br
Web site: http://www.paulodeoya.xpg.com.br/index.html

Ilê Azansu Rumpá Toloji
Nação: Jeje
Dirigente: Babalorixá Andre Luiz Andrade Correia Tel:(81) 3438-0167
Endereço: Rua 87, n°86 Bairro: Maranguape I
Cidade: Paulista CEP: 53441360 Estado: PE
E-mail: santoseandrade@hotmail.com
Web site:
Cultos: Sábados as 16:00hs

Olorún Jetiún Asé - Deus é Nossa Força
Nação: Nagô - (Jurema)
Dirigente: Babalorisá Josemilton Jose da Costa Tel:(81) 9977-9141
Endereço: Rua Severiano José Ramalho, n°81 Bairro: Guadalupe
Cidade: Olinda CEP: 53020-250 Estado: PE
E-mail: paimilton@hotmail.com
Web site:

Sociedade Cultural e Religiosa Ogun e Oya
Nação: Nago Vodun Kipo Manjare
Dirigente: Babalorixa Gilmar D'Ogun e Yalorixa Airan D'Oya Tel:(81) 3519-4154
Endereço: Rua Trinta e Dois, n°149 Bairro: Pq. Capibaribe
Cidade: São Lourenço da Mata CEP: 54720-195 Estado: PE
E-mail: agbeede@yahoo.om.br
Web site:

Ylê Axé Xangô Ayrá
Nação: Nagô
Dirigente: Babalorixá Pai Véu
Tel:(81) 9977-9141
Endereço: Rua Santa Tereza, n°199 Bairro: Santa Tereza
Cidade: Paudalho CEP: 55825-000 Estado: PE
E-mail: yle_xangoayra@yahoo.com.br
Web site:

Terreiro obá ogunté ou pai adão
nação:xamgô de pernambuco(nagô)
cidade:recife
E-mail:
Web site:
Endereço: Estrada Velha de Água Fria, nº 1644

Pernambuco tem mais de 300 terreiros de xangô tipo de nagô pernambucano que trabalha com a jurema sagrada a maioria não estão cadastrados

Agenda da Casa de nação Xambá

Confira os toques e demais comemorações da Nação Xambá em 2008


20 de janeiro - Toque de Obaluayê
24 de fevereiro - Toque de Oxum/Saída de 3 Iaôs: Luci de Oxum, Dona Lia de Oxum e Mô de Oxum.
27 de abril - Toque de Ogum
25 de maio - Toque de Yemanjá
15 de junho - Toque de Xangô
29 de junho - Coco da Xambá - 10:00 às 20:00 - Aniversário de Mãe Biu
27 de julho - Toque de Orixalá
06 de agosto - Aniversário do Babalorixá da Casa - Ivo
24 de setembro - Dia do Quilombo do Portão do Gelo
28 de setembro - Toque de Beji
26 de outubro - Toque do Inhame
20 de novembro - Dia da Consciência Negra
13 de dezembro - Louvação de Oyá - 12:00
14 de dezembro - Toque de Oyá

- Os Toques sempre são as 16 horas da tarde. Em todos os toques é servido aos filhos de santo da casa e aos convidados um café com manguzá, que é tradição da casa.

Aos visitantes:

- Não será permitido uso de roupas pretas
- O homem deve se vestir de calça (nunca bermuda, short ou camiseta regata)
- A mulher deve se vestir de saia ou vestido abaixo do joelho (nunca de calça nem camiseta)

Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão de Gelo - São Benedito - Olinda (PE) CEP: 53.270-360
Fones: (81) 3451.4868 (Ivo) - 3443.1115 (Cacau)

Inesquecíveis

Artur Rosendo

Artur Rosendo Pereira (? - 1949), de Orixalá, natural de Maceió, foi iniciado pelo Mestre Inácio, tendo ido à Costa da África buscar os Axés, em Dakar, no Senegal, com Tio Antônio, vendedor de panelas no mercado local. Migrou de Alagoas para o Recife, no início da década de 1920, fugindo da perseguição aos terreiros, introduzindo em Pernambuco, os ritos e tradições da Nação Xambá. Abre sua casa na rua da Regeneração, em Água Fria. Na década de 1930, é um dos grandes Babalorixás do Recife, contemporâneo de Pai Adão, Anselmo e Oscar, dentre outros. Ao falecer, em 1950, deixa inúmeras casas abertas por suas filhas de santo que, posteriormente, migraram para a Nação Nagô, exceto algumas poucas, como Mãe Biu.

Maria Oyá

Maria das Dores da Silva (1900-1939), começou a freqüentar o Terreiro de Artur Rosendo, em 1925. Filha de Juvenal e Inocência, em 1927, é iniciada por Artur Rosendo, passando a cultuar os Orixás em sua casa, na Rua do Limão, em Campo Grande, no Recife. Inaugura seu Terreiro em 7 de junho de 1930, na Rua da Mangueira, no mesmo bairro. Em 1932, inicia seus primeiros yaôs, dentre os quais, seu cunhado José Francelino do Paraíso, pai de Mãe Biu. No mesmo ano, a 13 de dezembro, faz seus últimos rituais, com recebimento de folhas, faca, espada e coroação de Oyá, no trono. Em maio de 1938, sua Casa é fechada , na onda de repressão às casas de culto afro-brasileiros, empreendida pelo Estado Novo. Falece um ano depois, profundamente desgostosa com o que aconteceu à sua Casa. Topo

Mãe Biu

Severina Paraíso da Silva (1914-1993), de Ogum. Filha de Petronila Maria do Paraíso e José Francelino do Paraíso, que ao enviuvar, casou-se com Maria do Carmo Paraíso, Madrasta, irmã de Maria Oyá. Foi iniciada por Artur Rosendo e Maria Oyá, em 1934. Com o fechamento do Terreiro, em 1938, e o falecimento de Maria Oyá , no ano seguinte, fica com a responsabilidade de manter o culto aos Orixás, às escondidas, até a reabertura da Casa, em 16 de junho de 1950, em Santa Clara. Em 1951, inaugura a sede definitiva do Terreiro, na localidade do Portão do Gelo, em São Benedito, Olinda. Foi a grande responsável , juntamente com sua irmã Tila, pela sobrevivência e preservação das tradições religiosas da Nação Xambá em Pernambuco. Mãe Biu do Portão do Gelo, como ficou por todos conhecida, tinha personalidade forte e cativante, era respeitada e reconhecida como uma grande Yalorixá, uma verdadeira Mãe de Santo, querida e inesquecível. É, sem dúvida, a personalidade mais marcante da Nação Xambá. Topo

Mãe Tila

Donatila Paraíso do Nascimento (1912-2003), de Orixalá, filha de José Francelino do Paraíso e Petronila Maria do Paraíso, irmã de Mãe Biu, iniciada por Artur Rosendo e Maria Oyá, em 1932, tornando-se a Madrinha da Casa (Mãe Pequena), no ano seguinte. Juntamente com Mãe Biu, foi a responsável pela preservação das tradições da Nação Xambá em Pernambuco, tendo dedicado mais de 70 anos de sua vida ao culto aos Orixás, com fidelidade e respeito admiráveis. Assumiu a direção do Terreiro, sucedendo Mãe Biu. Com sua morte, desapareceu a última testemunha da fundação do terreiro e a maior fonte de informações sobre a história e a cultura do Povo Xambá. Topo

Maria do Carmo Paraíso

Conhecida por todos como Madrasta (1907-1968), filha de Juvenal e Inocência e irmã de Maria Oyá, casada com José Francelino, viúvo e pai de Mãe Biu e Mãe Tila. Foi a primeira Oxum da Casa de Maria Oyá, iniciada em 1932. Topo

Tia Laura

Laura Eunice Batista (1925-1996), de Oxum, cuja família faz parte da Casa de Maria Oyá desde sua fundação. Filha de João Amâncio Batista e Maria Clara Batista. Estefânia, sua tia Ester, foi o primeiro Xangô do Terreiro. Tia Laura viveu na Casa de Mãe Biu desde a reabertura, em 1950, sendo iniciada no ano seguinte, tornando-se a grande Yabá da Casa, responsável pela cozinha dos Orixás. Sua bela voz, cantando para os Orixás, ecoando nos toques, é inesquecível e deixou muita saudade. Por décadas, formou com Mãe Biu e Mãe Tila, excepcional trio de grandes mulheres da Casa de Oyá. Topo

Padrinho Pedro

José Pedro Batista (1923-1995), de Oxum, irmão de Tia Laura, filha de João Amâncio Batista e Maria Clara Batista. Talentoso artista, confeccionava adereços para os iaôs e ornamentos para o Peji. Foi Acipa ou Padrinho da Casa (Pai Pequeno), muito sério no cumprimento dos seus deveres, extremamente responsável e dedicado ao culto aos Orixás, sendo por isso querido e respeitado por todos, na Casa de Mãe Biu. Topo

Tia Luíza

Maria Luíza de Oliveira (1925-1989), de Oxum, filha de Madrasta e José Francelino do Paraíso, irmã de Mãe Biu, iniciada em 1951. Personalidade marcante, alegre, festeira, e líder comunitária nata, tendo fundado e mantido em sua casa, a 1ª Associação de Bairro dos Moradores do Jardim Beberibe, em 1986. Topo

Tio Luiz

Luiz de França Paraíso (1926-1996), de Xangô, filho de Madrasta José Francelino do Paraíso, irmão de Mãe Biu, iniciado em 1953. Conhecido por todos como Alegria, devido ao seu senso de humor e fama de grande contador de histórias. Sempre presente nas obrigações, ocasiões em que, na porta do Peji, cantava as toadas, para que todos respondessem.
Topo

Tia Betinha

Maria José Paraíso (1923-1996), filha de Madrasta e enteada de José Francelino do Paraíso, sobrinha de Maria Oyá. Foi iniciada aos 11 anos, em 1934. Por todos é lembrada como a Yemanjá da Casa, posição que ocupou por mais de 60 anos. Topo

Pai Tonho

Antônio Lino da Silva, filho de Lino José da Silva e Venância Maria da Silva, cunhado de Mãe Biu, iniciado em 1957. Embora tímido e reservado, durante os toques, transformava-se em grande cantador de toadas para os Orixás. Topo

José Francelino

José Francelino do Paraíso (?-1952). Com sua primeira esposa, Petronila Maria do Paraíso, foi o pai de quatro filhas, Donatila (Mãe Tila), Severina (Mãe Biu), Maria e Antônia. Ficando viúvo, casa-se com Maria do Carmo (Madrasta), irmã de Maria Oyá, sendo pais de Maria José (Tia Betinha), Maria Luíza (Tia Luíza), Luiz de França (Tio Luiz), Maria de Lourdes (Tia Lourdes), Bartolomeu e Juvenal. Filho de Ogum, foi o primeiro yaô, iniciado em 1932, e também o primeiro Padrinho da Casa de Maria Oyá. Na reabertura do Terreiro, em 1950, sob a direção de Mãe Biu, continuou com Padrinho. Topo

José Cavaquinho

José Soares Ribeiro, conhecido por Cavaquinho, filho de Xangô e um dos primeiros yaôs de Mãe Biu, iniciado em 1950. Após o falecimento de José Francelino, torna-se o Padrinho do Terreiro. Topo

Nação Xambá

Diversos autores apontam o povo Xambá ou Tchambá, como povos que habitavam a região ao norte dos Ashanti e limites da Nigéria com Camarões, nos montes Adamaua, vale do rio Benué. Existem várias famílias com esse nome, nos Camarões, tendo inclusive participado nas lutas pela independência daquele país.

No início da década de 1920, o Babalorixá Artur Rosendo Pereira, fugindo da repressão policial às casas de culto Afro-brasileiro, deixa Maceió e passa a morar no Recife. Na capital de Pernambuco, na Rua da Regeneração, no bairro de Água Fria, por volta de 1923, reinicia suas atividades de zelador dos Orixás, segundo os rituais e tradições da Nação Xambá, cujos axés foi buscar na Costa da África, onde permaneceu pôr quatro anos, aprendendo com “Tio Antônio, que vendia panelas no mercado de Dakar, no Senegal”, segundo René Ribeiro. Artur Rosendo iniciou muitos filhos de santo e vários deles abriram terreiro posteriormente. Dentre esses filhos, Maria das Dores da Silva (Maria Oyá), que fez sua iniciação em 1927. Em fevereiro de 1928, Maria Oyá começa a cultuar os Orixás, na Rua do Limão, em Campo Grande , tendo Artur Rosendo como Babalorixá e Iracema (Cema), como Yalorixá, inaugurando seu terreiro em 7 de junho de 1930.

No dia 13 de dezembro de 1932, Maria Oyá termina sua iniciação, com o recebimento das folhas, faca e espada. Ao meio dia, realizou-se o ritual de coroação de Oyá no trono, cerimônia tocante e belíssima, repetida anualmente, pôr Mãe Biu, sucessora de Maria Oyá.

Violenta repressão policial fecha o terreiro em 1938, que manteve o culto aos Orixás, à portas fechadas. Em 1939, falece Maria Oyá. Em 16 de junho de 1950, Mãe Biu (filha de Ogum e Oyá), reabre seu terreiro na estrada do Cumbe, 1012, Santa Clara – Recife, tendo como Babalorixá Manoel Mariano da Silva e Yalorixá Dona Eudóxia, Padrinho Luiz da Guia e Madrinha Dona Severina, esposa de Manoel Mariano. Em 07 de abril de 1951, muda-se para o atual endereço, na antiga Rua Albino Neves de Andrade, hoje Severina Paraíso da Silva, nº 65, no Portão do Gelo, São Benedito – Olinda.

Após 54 anos dirigindo sua casa e mantendo as tradições e rituais da Nação Xambá, Mãe Biu falece aos 78 anos, no dia 27 de janeiro de 1993. Donatila Paraíso do Nascimento, Mãe Tila, iniciada em 1932 por Artur Rosendo, Mãe-pequena da casa desde 1933, sucede Mãe Biu como Yalorixá, tendo como Babalorixá, seu sobrinho (filho de Mãe Biu), Adeildo Paraíso da Silva (Ivo), que continuam preservando as tradições do Terreiro Xambá.

Ao contrário do que afirmam Olga Caciatore e Reginaldo Prandi, o Culto Africano da Nação Xambá, está longe da extinção, pois o Terreiro do Portão do Gelo, em Olinda, mantém-se há mais 70 anos, vivo e atuante, preservando seus ritos e tradições religiosas, que se distinguem das casas de tradição Nagô do Recife. É verdade que, após o falecimento do Babalorixá Arthur Rozendo em 1950, a maioria das Casas Xambá de Pernambuco fundiram-se com as da Nação Nagô, excetuando-se a fundada por Maria Oyá, o axé de Oyá Dopé.

Praias Pernambucanas



Porto de Galinhas



Praias de todos os tipos e para todos os gostos

O litoral pernambucano tem 187 km de extensão, onde estão localizadas dezenas de praias de todos os tipos, desde as urbanizadas até algumas ainda quase desertas. A primeira praia pernambucana, ao Norte, é a de Carne de Vaca, no município de Goiana. A última, ao Sul, é a de Coroa Grande, no município de São José da Coroa Grande. Veja, aqui, todas as praias do Estado, por municípios, com suas características e os serviços que oferecem.



Goiana

Carne de Vaca - Tem estreita faixa de areia, ondas fracas e, na maré baixa, coroas de areia antes dos recifes. Vilarejo com poucas residências e vasto coqueiral. Ao Norte, fica a foz do Rio Goiana. Ao Sul, fica o Riacho Doce que já foi cenário de gravações para televisão.

Pontas de Pedras - De ondas fracas, areia fina e bastante sargaço na água. Onde fica o núcleo urbano de um distrito e onde sempre estão ancorados vários barcos de pescadores. Já foi exaltada em canção de Edu Lobo, filho de pernambucano.

Barra de Catuama - Praia que ainda preserva alguma vegetação da Mata Atlântica.

Catuama - Tem águas claras, recifes e areia batida. Na maré baixa, surgem bancos de areia, pedras e piscinas naturais. Núcleo de povoado, com igreja em devoção de Nossa Senhora da Penha.

Atapuz - Vila de pescadores, próxima ao encontro do Rio Itapessoca com a Canal de Santa Cruz. Na vila, existe uma capela dedicada a São Sebastião.

Tabatinga - Manguezal, coqueiros e casas de veraneio. A praia fica em área da Fazenda Tabatinga, propriedade privada. Acesso pelas praias vizinhas de Carne de Vaca e Pontas de Pedra.

Itamaracá

Pontal da Ilha - De águas calmas, boa para banho, manguezal. Ali desembocam o Rio Catuama e o Canal de Santa Cruz.

Fortinho - De águas pouco profundas e ondas fracas, com blocos de pedra e região de um antigo forte.

Pontal de Jaguaribe - Considerada perigosa, em decorrência da foz do Rio Jaguaribe. Apresenta área de erosão marinha e é pouco freqüentada.

Jaguaribe - Localizada na área urbana do município, tem dois quilômetros de extensão, onde estão localizados vários bares. Anualmente, realiza-se ali um festival de pesca de agulhas. Sua grande atração é a ciranda de Lia, a mais famosa cirandeira pernambucana.

Praia dos Quatro Cantos - Urbana, com pequena faixa de areia na maré alta.

Pilar - Praia urbana, com pequena faixa de terra na maré alta. Ali, fica o Cruzeiro de Nossa Senhora do Pilar

Rio Âmbar - Com casas de veraneio e onde fica o Iate Clube. Águas calmas e faixa de areia fina.

Baixa Verde - Tem areia clara, coqueiral, casas de pescadores e de veraneio.

Forno de Cal - Área de ocorrência de erosão marinha, tem diques de contenção. Destaque para as Pedra do Jacaré e Pedra Furada.

Do Forte Orange - De águas calmas. Ponto de onde barcos e jangadas fazem a travessia para a Coroa do Avião, uma badalada ilhota no meio do canal do Rio Jaguaribe. Onde fica, também, a sede do Centro de Preservação do Peixe-Boi Marinho.

Enseada dos Golfinhos - Manguezal, coqueiros e alguns bancos de areia. Boa para banho. Ao contrário do que o nome indica, não se vêem golfinhos na área.

São Paulo - Com extenso banco de areia, arrecifes e piscinas naturais.

Praia do Sossego - Vegetação de mangue, bancos de areia e piscinas naturais. A foz do Rio Jaguaribe integra a paisagem.

Igarassu

Gavoa - De águas pouco profundas e piscinas naturais, é considerada excelente para esportes náuticos. Localizada a 13 km do centro da cidade, é ponto de partida para passeios de barcos para a Coroa do Avião e Itamaracá.

Ilhota da Coroa do Avião - Área com luxuosas casas de veraneio.

Paulista

Conceição - Em seus dois quilômetros de extensão, tem águas tranqüilas e é pouco profunda. Coqueiros, muitos bares e barracas.

Pau Amarelo - De águas calmas, com formação de bancos de areia que dão origem a pequenas ilhas e piscinas naturais. Muitos bares e barracas, sobretudo no trecho onde fica o Forte de Pau Amarelo, construção de 1719 que marca o local de desembarque dos holandeses no Brasil.

Janga - Praia urbana, poluída em vários trechos.

Maria Farinha - De águas rasas e calmas. Na maré baixa, os arrecifes ficam à mostra e a praia quase sem ondas. Abriga um parque aquático e é, também, um ponto de passeios de ultraleves.

Olinda

Rio Doce - Praia urbana, com muitos bares e restaurantes. Área de erosão marinha.

Casa Caiada - Urbana, com proteção de pedra para conter o avanço do mar. Na maré baixa, as ondas praticamente desaparecem.






Bairro Novo - Atualmente subdividida em várias mini-praias, em decorrência da construção de arrecife para conter o avanço do mar. Urbana, com alguns pontos poluídos. O banhista deve ter cuidado porque ocorre uma rápida alteração de profundidade.

Farol - Na área urbana da cidade, poluída e pouco freqüentada.

Carmo - Urbana, praticamente sem ondas, em decorrência do quebra-mar artificial. Ponto de chegada de barcos pesqueiros, pouco freqüentada, por conta da poluição.

Milagres - Urbana, com ondas fortes, poluída no trecho próximo ao núcleo habitacional Ilha do Maruim, onde deságua um braço do Rio Beberibe, hoje totalmente degradado.

Recife

Pina - Urbana, ondas fracas, com trechos temporariamente poluídos.

Boa Viagem - Urbanizada, com pistas para Cooper, iluminada, quadras de esportes e outros equipamentos em seus sete quilômetros de extensão. Fica no bairro homônimo, onde estão concentrados os melhores hotéis da cidade. Uma das áreas nobres do Recife.







Jaboatão dos Guararapes

Piedade - Urbanizada, com ondas fortes, tem 4,5 km de extensão, vizinha à praia recifense de Boa Viagem. Muitos bares e restaurantes, hotéis de luxo e outros equipamentos.

Candeias - Praia urbanizada, ocasionalmente poluída.

Barra de Jangada - Urbanizada.

Cabo de Santo Agostinho

Paiva - Bastante procurada para a prática de surf, tem águas mornas e transparentes. Vegetação de Mata Atlântica, coqueiral. Pequenas piscinas naturais formadas por pedras. Não dispõe de serviços.

Itapuama - Com cerca de dois quilômetros de extensão, é local de pesca e esportes marinhos. Tem hotéis, bares e restaurantes.

Xeréu - Devido à profundidade do mar, a praia é adequada para mergulho. Também é muito procurada para a pesca de vara. Na areia, onde existem rochas de origem vulcânica, o banhista encontra barracas que servem petiscos e refeições.

Enseada dos Corais - Arrecifes naturais, ondas fracas. Os serviços são poucos, apenas bares e restaurantes.

Gaibu - Ondas fortes e larga faixa de areia em seus três quilômetros de extensão. Boa para banho, mas exige atenção devido à profundidade do mar. Na maré alta, é boa para surfar. Dispõe de boa infraestrutura, com vários hotéis, pousadas, bares, restaurantes etc. É uma das mais badaladas praias do litoral pernambucano.

Calhetas - Bastante procurada para mergulho, está encravada entre rochas e coqueirais. Dispõe de bares e restaurante e é um dos pontos de pesca submarinha no Estado.






Paraíso - É uma minúscula praia, de aproximadamente trinta metros, entre grandes pedras. Os arrecifes deixam o mar quase sem ondas. Há serviço de bar e restaurante nas proximidades da praia.

Suape - Praticamente sem ondas, mar pouco profundo, é considerada excelente para esportes náuticos. Na maré baixa, surgem bancos de areia. Dispõe de pousadas e bares. Fica na região onde foi construído o Complexo Industrial e Portuário de Suape.

Ipojuca

Camboa - Ainda deserta, a praia tem, em seus 800 metros de extensão, águas tranqüilas e pouco profundas. Piscinas naturais, coqueiros e mangue. O acesso é difícil (de Buggy, via praia do Cupe) e ali deságua o Rio Merepe.

Muro Alto - De difícil acesso (só se chega ali de Buggy, moto ou a pé), tem um paredão de arrecifes com cerca de dois quilômetros de extensão, formando uma enorme piscina de água pouco profunda e sem ondas. Dispõe de hotel com mais de 200 apartamentos, sala de convenções, lojas, quadras esportivas, restaurante e bares.






Pontal de Maracaípe - É uma praia fluviomarinha, na foz do Rio Maracaípe. Predominância de mangue. Área de esportes náuticos e para passeios de barco. Oferece serviço de aluguel de caiaques e banana boat.





Cupe - Praia com 4,5 km de extensão, casas de veraneio, hotéis, coqueiral. Os arrecifes, num trecho, formam piscinas naturais. Na parte sem arrecifes, o mar é agitado, com ondas fortes, o que exige cuidado por parte dos banhistas.

Maracaípe - Considerada um paraíso para os surfistas, tem águas profundas e ondas gigantes. Integra, inclusive, o calendário de campeonatos brasileiros e internacionais de surf. Coqueiral, areia fina e uma rica região de mangue. Tem complexo de restaurantes e bares. É uma das mais badaladas praias pernambucanas.

Serrambi - É a praia pernambucana mais procurada pelos mergulhadores, pois fica numa região onde estão várias embarcações (ou restos delas) naufragadas. São embarcações de diferentes épocas: desde o Brasil Colônia ao período das grandes guerras mundiais. Dispõe de razoável serviço de restaurante, bares etc.

Porto de Galinhas - Considerada uma das mais belas do Nordeste, atualmente é a mais badalada praia pernambucana. Tem águas mornas e quase sem ondas nos seus 6,5 km de extensão. Dispõe de dezenas de bares, boates, restaurantes e todo final de semana recebe milhares de visitantes. Pousadas e casas para alugar. Ideal para quem gosta de agitação. Vem registrando até mesmo engarrafamento de trânsito.






Sirinhaém

Gamela - Praia de águas claras, arrecifes, extenso coqueiral. Dispõe de alguns bares e palhoças que oferecem comidas típicas da região.

Guadalupe - Ainda tranqüila, com três quilômetros de extensão, integra o Projeto Costa Dourada, criado para aproveitar de forma planejada as potencialidades turísticas de uma extensa área que vai do município do Cabo de Santo Agostinho até o Estado de Alagoas.

Barra de Sirinhaém - Praia fluviomarinha, tem como principal atração a prática de esportes náuticos. Com seis quilômetros de extensão, tem vários trechos onde o banho não é recomendável, por conta da violência das ondas.

Rio Formoso

Praias da Pedra e do Reduto - São as duas únicas praias do município que tem como maior atração o rio que lhe deu nome. Extensos coqueirais, bancos de areia e arrecifes.

Tamandaré

Boca da Barra - Na maré baixa, formam-se piscinas naturais e ainda é possível seguir dali, a pé, até a praia de Mamocambinhas, no município de Barreiros. Boa para banho, apresenta denso manguezal e abriga a foz do Rio Cano Quebrado.

Praia de Campas - Com três quilômetros de extensão, é boa para banho e, no trecho em frente ao Hotel Marinas de Tamandaré, permite a ancoragem natural. Entre os serviços turísticos, tem boa estrutura de aluguel de equipamentos tipo jet-ski, banana boat e barcos.

Tamandaré - Urbanizada, com dois quilômetros de extensão e boa oferta de equipamentos turísticos. Boa para banho e um dos refúgios para quem quer se livrar da agitação dos grandes centros urbanos.

Dos Carneiros - Ainda um tanto deserta, tem apenas algumas casas de veraneio e poucos bares. São cinco quilômetros de bela paisagem. Arrecifes, coqueiral, águas pouco profundas e pequenas ondas.

Barreiros

Praia do Porto - Para quem gosta de beleza selvagem. É a praia de mais difícil acesso em todo o Estado. Chega-se ali de Buggy , num percurso de sete quilômetros do centro de Bareiros. Outra opção é ir a pé, uma caminhada de cinco quilômetros, saindo da vizinha praia de Várzea do Uma, no município de São José da Coroa Grande. Cercada por três grandes rochas, é uma praia praticamente deserta.

Mamocambihas - Praia pouco freqüentada, com denso coqueiral, afloramentos rochosos e trecho de mangue. Ideal para quem busca tranqüilidade.

São José da Coroa Grande

Gravatá - Localizada na região considerada como um dos melhores lugares da costa nordestina para a prática de pesca submarina. Ainda primitiva, vasto coqueiral, vegetação de mangue, ondas fracas.

Barra da Cruz - Como a praia de Gravatá, também está localizada em excelente área para a pesca submarina.

Várzea do Una - Baía com ondas fortes, larga faixa de areia. Localizada numa das melhores regiões do Nordeste para a caça submarina.

Coroa Grande - Fica na região onde está o núcleo urbano do município. Ondas fracas, tem bancos de areia que vão até os recifes, a cerca de 500 metros da praia. Boa para caça submarina.

Olinda: Roteiro para Curtir a Pé

Roteiro para você curtir, através de uma caminhada pelas ladeiras da cidade, os principais pontos históricos de Olinda – patrimônio Cultural da Humanidade

“Olinda é só para os olhos,
não se apalpa, é só desejos.
Ninguém diz: é lá que eu moro.
Diz somente: é lá que eu vejo.”
(Carlos Pena Filho)

Comece pela Praça do Carmo, onde você encontrará a Igreja do Carmo, que foi o primeiro Convento Carmelita instalado no Brasil, na Colina do Carmo, junto à Praça da Abolição, conhecida popularmente como Praça da Preguiça.

Dali, suba a Ladeira do São Francisco e, já no topo, aprecie a beleza arquitetônica do primeiro Convento Franciscano do Brasil, construído junto à Igreja de Nossa Senhora das Neves e do prédio da Ordem Terceira, onde se pode observar, no pátio externo, um belo Cruzeiro todo feito em pedra-coral.

Mais adiante, a cerca de cem metros, está o antigo Seminário de Olinda, onde originalmente funcionou o Colégio Jesuíta, fundado por Manuel da Nóbrega e onde o Padre Antônio Vieira ministrava aulas de retórica quando tinha apenas 18 anos de idade. Na Igreja de Nossa Senhora das Graças, que faz parte do conjunto arquitetônico do Seminário, você pode contemplar o altar na forma exata como foi construído em 1535.

Siga em frente e visite, a menos de cem metros dali, a Igreja da Sé, construída no Alto da Sé, um lugar agradável de onde se tem uma belíssima visão de todo o Sítio Histórico de Olinda, do Recife ao longe, do mar e do verde da cidade. No Alto da Sé está, também, o Museu de Arte Sacra (antigo Palácio dos Bispos), o Convento da Conceição e a Igreja da Misericórdia, além de barracas e outros pontos de venda de peças do artesanato local.

Desça ao Largo do Amparo, onde existe mais uma igreja, a de Nossa Senhora do Amparo, e, um pouco mais na frente, você encontra a Igreja de São João, a única que escapou do incêndio ateado a Olinda pelos holandeses.

Saindo do Largo, percorra uma das mais tradicionais e características ruas da cidade, a Rua do Amparo, onde funciona, num casario colonial, o Museu Regional de Olinda e veja, ainda, a casa de número 28, de arquitetura mourisca, onde já funcionaram diversos departamentos da prefeitura da cidade.

Pouco antes da casa 28 da Rua do Amparo, desça uma pequena ladeira que vai dá na Bica dos Quatro Cantos, uma das três fontes que no passado forneciam água para os moradores da Cidade Alta. Vá a Rua 13 de Maio, onde fica o Museu de Arte Contemporânea, instalado no prédio da antiga Cadeia Pública e que foi originalmente construído para servir de Cadeia Eclesiástica. Em frente ao Museu, está a bela Capela de São Pedro Advíncula.

Desça pela Rua Henrique Dias, onde você encontrará a Bica de São Pedro, a que tinha a maior vazão dentre as três que abasteciam a cidade. Dirija-se a Rua Bernardo Vieira de Melo e visite o Mercado da Ribeira, com exposição e venda de trabalhos de artistas olindenses, pintura e artesanato.

Em frente ao Mercado, estão as ruínas do Senado da Câmara, onde Bernardo Vieira de Melo teria dado o primeiro Grito da República no Brasil, numa tentativa frustrada de tornar Olinda uma República independente.

Desloque-se, em seguida, até a Rua de São Bento e visite o Palácio dos Governadores, erguido por Vidal de Negreiros e hoje sede da prefeitura municipal. Poucos metros adiante está o secular Mosteiro de São Bento, onde funcionaram os primeiros cursos jurídicos do Brasil. A igreja do Mosteiro tem o altar-mor trabalhado a ouro e, na sacristia, você pode apreciar maravilhosos trabalhos em madeira entalhada.

Numa esquina do pátio externo do Mosteiro de São Bento, inicia-se a Rua 27 de Janeiro, onde está a Igreja de São Pedro, hoje um tanto descaracterizada da sua forma original. Ao lado da igreja, há um belo casarão em estilo mourisco, onde funciona um restaurante de cozinha internacional. Ao sair da Rua 27 de Janeiro, imediatamente você chega à Praça da Preguiça, ponto inicial desse roteiro.

Comidas Típicas


Todos os sabores da cozinha pernambucana

Em mais de 80 sugestões, você encontra aqui todas as delícias da culinária típica de Pernambuco. São bolos, bebidas, comidas regionais, pratos para cafés e ceias, peixes e frutos do mar, sobremesas e tira-gostos. Tudo bem detalhado num completo roteiro para você degustar o que oferecem desde os mais finos restaurantes até os tradicionais e aconchegantes botecos. Bom apetite!


BOLOS

O bolo de milho tem pelo menos duas versões: o de milho verde e o de milho seco. De uma forma ou de outra, é a mesma delícia. É uma tradição do período de festas juninas no Estado.




Bolo de Batata-doce – Feito com batata-doce cozida e peneirada, farinha de trigo, leite de coco, manteiga e açúcar. Servido no café da manhã e à noite, principalmente no período de festas juninas.

Bolo de Macaxeira – Preparado com macaxeira ralada, ovos, leite de coco, manteiga e açúcar, assado ao forno numa forma untada com manteiga.

Bolo de Mandioca – Bolo preparado com massa de mandioca, leite de coco, ovos, manteiga e açúcar. Uma delícia comum nas antigas casas grandes dos engenhos pernambucanos e que ainda hoje pode ser experimentada em qualquer lanchonete com um café da tarde bem gostoso.

Bolo de Milho verde – Uma tradição do período de festas juninas, o bolo é preparado com uma calda de milho verde ou maduro, ovos, leite de coco, manteiga e açúcar. Servido no café da manhã e à noite.

Bolo de Rolo – Preparado com massa de pão-de-ló, é um bolo de camadas finas, enroladas, recheadas com goiabada em calda.

Bolo Pé-de-moleque – Outro bolo típico das festas juninas, é preparado com massa de mandioca, leite de coco, ovos, manteiga e açúcar. Destaca-se pelo tempero com erva-doce e cravo e o recheio com castanhas de caju torradas.

Bolo Souza Leão – Preparado à base de massa de mandioca, é uma das mais tradicionais delícias da doçaria pernambucana. Ganhou fama quando foi servido pela família Souza Leão (de ricos usineiros) ao Imperador Pedro II e sua mulher Teresa Cristina, durante viagem da família real a Pernambuco.




BEBIDAS

No café da manhã, para começar bem o dia, ou a qualquer momento, para combater uma indesejada ressaca, nada melhor do que uma água de coco verde bem gelada. Desce macia,limpando.



Batida – Bebida aperitiva muito consumida, sobretudo, na época de carnaval. É uma mistura de cachaça, açúcar e o suco de uma fruta regional. Servida gelada. Experimente uma batida de pitanga, caju ou tamarindo.

Cachaça – Aguardente de cana-de-açúcar, é a mais popular bebida alcoólica entre os pernambucanos.

Cachimbo – Bebida feita com mel de abelha e cachaça-de-cabeça, oferecida pelo dono da casa aos amigos que vão visitar a criança recém-nascida. É preparada tão logo se tem notícia da gravidez e aberta quando do nascimento da criança.

Caldo de cana – Obtido da cana-de-açúcar prensada, é preparado na hora e servido, puro ou com gotas de limão, gelado, quase sempre acompanhado com pão-doce. Gostoso, barato e nutritivo.

Capilé – Espécie de xarope feito à base de tamarindo, muito comum em algumas cidades do interior do Estado. Modo de servir: colocar dois dedos de capilé num copo e completar com água gelada.

Licores – Entre os licores mais servidos em Pernambuco (todos feitos à base de 1 litro do suco da fruta, 1 litro de álcool e ½ litro de mel de abelha) estão os de jenipapo, pitanga, umbu, manga e abacaxi.

Raspa-raspa – É um refresco primitivo preparado na frente do freguês, com gelo raspado misturado a essências coloridas de vários sabores. Vendido em carrocinhas, sobretudo, nas praias e outros lugares de grande concentração como estádios de futebol e portas de clubes.


CAFÉS E CEIAS

A canjica é um creme de milho verde cozido, com açúcar e leite de coco, servido quente ou frio, salpicado com canela em pó. É um prato que tem aquele gostinho da roça,com cheiro de terra molhada.



Angu doce – Espécie de papa feita à base de fubá (farinha de milho), água, leite de coco e açúcar. Servido com café.

Beiju – Tipo de bolo feito apenas com massa de mandioca, coco e uma pitada de sal. Produzido nas casas de farinha, em época de farinhadas. Servido com café.

Canjica - Saboroso creme de milho verde cozido, com açúcar e leite de coco, servido quente ou frio, salpicado com canela em pó. É um tradicional prato do ciclo de festas juninas, com aquele gostinho de roça.

Charutos – Bolinhos feitos à base de goma seca, ovos e açúcar. Modelados sob várias formas, fritos no óleo e servidos geralmente com café.

Cuscuz - Prato feito com fubá ligeiramente umedecida em água, uma pitada de sal, cozido no vapor. Servido quente, apenas com leite ou acompanhado de queijo, carne de sol, bode ou galinha guisada. Na versão doce, é servido ensopado com leite de coco.

Fatias Paridas – São fatias de pão embebidas em leite, passadas em ovos batidos, fritas no óleo quente e salpicadas com uma mistura de açúcar e canela.

Frutas – As frutas mais comuns, no café da manhã ou como sobremesa, são abacaxi, melancia, mamão, melão, manga, laranja e banana.

Gemada – Bebida à base de leite morno, gema de ovo, açúcar e canela, batidos no liquidificador. Servida antes do café-da-manhã, principalmente para quem precisa de uma alimentação energética.

Jerimum com leite – Prato popular, principalmente, nas cidades sertanejas ou na zona rural do Estado. Consta, apenas de jerimum cozido, machucado com o garfo e misturado ao leite morno ou frio. Servido geralmente no jantar.

Milho verde cozido - Para repor as energias, nada melhor que saborear uma espiga de milho verde cozido na água e sal, que é servida quentinha, com aquele gosto de festa na roça. Comida típica do período de festas juninas.

Munguzá – Prato feito com grãos secos de um milho especial, cozidos em caldo açucarado e ainda temperado com leite de coco, erva-doce e cravo. Servido quente, polvilhado com canela.

Pamonha – Prato típico das festas juninas, feito com um grosso caldo de milho verde, leite, manteiga, queijo de coalho ralado e sal. É uma espécie de bolo tendo como forma a palha das espigas do milho, cozido em água em água fervente.

Queijo de coalho – Queijo de fabricação caseira na qual se usa um fragmento do estômago de ovelha ou de cabra no processo de coalhadura do leite. Servido frito ou assado na brasa. Como sobremesa, é acompanhado com mel de engenho.

Sopas – Na culinária pernambucana, há uma infinidade de sopas. As mais tradicionais, porém, são as sopas de feijão, de jerimum e de peixes.

Sucos – Entre os mais tradicionais estão os de pitanga, caju, manga, graviola, pinha e mangaba.

Tapioca – Tipo de beiju feito com goma de mandioca umedecida, assado numa frigideira quente sem qualquer tipo de óleo. A tapioca salgada pode ser recheada com queijo de coalho ou coco ralado. A tapioca doce, ou molhada, é ensopada com leite de coco.

Umbuzada – Creme feito com umbu cozido e passado na peneira, temperado com leite e açúcar. Prato muito apreciado no sertão do Estado, onde também é conhecido como sopa de umbu.

Xerém – Prato feito com grãos de milho seco quebrados no pilão, cozidos na água e sal. Também conhecido como “arroz de pobre”, é servido com leite ou acompanhado de galinha guisada ou carne assada.


PEIXES E FRUTOS DO MAR

Na culinária pernambucana, há uma infinidade de pratos à base de camarão. Entre os mais difundidos, estão o camarão frito ou grelhado e o camarão ao molho de coco. Todos deliciosos.



Aratuzada - O prato consiste em aratus cozidos em molho preparado com leite de coco, azeite, legumes e temperos verdes, e é servido acompanhado de arroz branco e pirão feito do caldo do próprio cozimento.

Bobó de camarão - Prato feito com camarões refogados em temperos verdes, misturados com purê de macaxeira, azeite de dendê e gengibre. Servido acompanhado de arroz branco.

Caldeirada - É um cozido feito com peixe, lagosta, camarão, ostra, sururu e polvo. Tudo refogado com azeite, temperos verdes e leite de coco. Servido acompanhado de arroz e pirão feito do caldo.

Camarão – Há, no Estado, uma infinidade de pratos à base de camarão. Entre os mais difundidos, estão o camarão frito ou grelhado e o camarão ao molho de coco.

Caranguejada - Prato feito com caranguejos cozidos em molho preparado com leite de coco, azeite e temperos verdes. Para acompanhar vem arroz branco e pirão feito do caldo da própria caranguejada.

Caruru – Espécie de quiabada cozida em panela de barro caldo de vários peixes, temperada com cebola, alho, sal, pimenta, castanha torrada e óleo de dendê.

Guaiamum – Ainda no casco, é cozido inteiro na água e sal ou temperado com leite de coco e cheiro verde. Petisco, é servido acompanhado de uma tábua e um pequeno martelo para quebrar as patas.

Lagosta - Preparada de várias maneiras: grelhada com molho de manteiga; ao molho de coco; em forma de moquecas; no espeto; ao thermidor (no próprio casco); com azeite de oliva. De um jeito ou de outro, o sabor é sempre delicioso.

Moqueca de polvo – É o polvo cozido num refogado de azeite de oliva, leite de coco, temperos verdes, pimenta e azeite de dendê. Servido em panela de barro, acompanhado de arroz branco.

Ostra crua – Geralmente servida como petisco, é a ostra ao natural, degustada apenas com sal, azeite e limão.

Peixada – Peixe cozido com legumes, geralmente servido acompanhado de arroz e pirão de farinha de mandioca preparado com o molho do próprio cozimento.

Sururu ao Coco - Cozido em molho de leite de coco, azeite e temperos verdes, é servido como petisco ou acompanhado de arroz branco.



PRATOS TÍPICOS

Além dos tradicionais bode assado e guisado, encontrados facilmente em todo o Estado, hoje já temos restaurantes que preparam pratos mais requintados à base da carne de caprinos. Vale provar.



Bode – Carne de caprino, assada ou guisada, servida acompanhada de feijão verde, arroz e farofa de jerimum. É o prato mais popular do sertão do Estado, também encontrado em restaurantes especializados em culinária regional.

Buchada - É de dar água na boca esse prato da tradicional cozinha pernambucana. Preparado com bucho de carneiro ou cabrito, recheado com miúdo e com o sangue do animal cozidos e picotados.

Carne do sol – Carne bovina salgada e seca ao sol, é um dos mais tradicionais pratos da cozinha regional nordestina. Assada na brasa, servida acompanhada de feijão de corda verde, farofa de jerimum, batata-doce, macaxeira e manteiga de garrafa.

Chambaril – Cozido preparado com carne de boi com osso, temperado com cebola, pimentão, pimenta, cheiro verde e outras verduras e legumes. Servido com arroz e pirão de farinha de mandioca.

Carne de charque desfiada – O prato consiste em charque desfiada frita na cebola, farofa de jerimum, purê de macaxeira e molho verde para quebrar o 'peso' das comidas típicas nordestinas.

Cozido - Carne de peito bovina, acrescida de pedaços de charque, toucinho e lingüiça,
cozidas junto com cebola, batata-doce, repolho, couve, jerimum, cenoura, quiabo, maxixe, banana comprida. É servido acompanhado de arroz branco e pirão.

Dobradinha – Feijão branco cozido junto com pequenos pedaços de bucho e tripas de boi, lingüiça e charque. Servida com arroz ou farinha de mandioca.

Farofas – Na culinária pernambucana, o uso de farofa é muito comum. As mais populares são a farofa de jerimum (que é feita com água quente, temperos verde e jerimum amassado) e a farofa branca ou d’água, feita com água quente, farinha de mandioca, coentro e cebolinha.

Fava – Tipo de feijão de grãos gigantes, preparada, verde, com os mesmos temperos usados no feijão comum.

Feijoada Pernambucana - Prove essa delícia. Tem todos os ingredientes da feijoada carioca. A única diferença é que, ao invés do feijão preto, usa-se o feijão mulatinho. Facilmente encontrada em bares ou restaurantes.

Galinha de Cabidela - É a galinha, em pedaços, temperada e cozida num molho feito com o sangue fresco da própria ave. Acompanha feijão de corda, arroz branco e farofa. Um dos mais apreciados pratos da cozinha pernambucana.

Galinha com xerém – Pedaços de galinha guisada acompanhados de xerém. É um prato muito comum em cidades do interior do Estado e nos restaurantes populares da capital.

Mão-de-vaca – Cozido preparado com as patas dianteiras do bovino refogado com inúmeros temperos regionais. Servido com pirão feito de farinha de mandioca e o caldo do próprio cozido.

Maxixada - Prato típico da culinária nordestina. Trata-se de um cozido feito com carne de boi, cortada em cubos, refogada em temperos e misturada com maxixes em rodelas.

Paçoca - Prato feito com charque ou carne de sol, assada, desfiada, refogada com gordura quente e, em seguida, socada com farinha de milho ou de mandioca.

Quiabada – O prato consiste em pedaços de carne bovina cozidos junto com uma grande quantidade de quiabos, além de outros temperos verdes. Servido com arroz branco, mangu ou farinha seca.

Rabada – Prato feito com rabo de boi cozido em temperos como alho, cebola, coentro, hortelã, louro, salsa, pimenta-do-reino, cominho, sal, vinagre e toucinho. Servido com pirão de farinha de mandioca preparado com o caldo do próprio cozimento.



SOBREMESAS

O nego-bom é um doce feito com banana-prata, açúcar e limão. Batido até ganhar consistência que permita repartir em pequenos bolinhos sobre os quais é jogado mais açúcar. Disputado pela meninada.



Baba-de-moça – Delicioso doce de coco verde, preparado com a água do coco, açúcar, cravo e a “laminha” do coco.

Beira-seca – Doce em forma de pastel. O Recheio, de consistência pastosa, é feito com rapaduras, farinha de mandioca, gengibre, cravo e canela. A capa do recheio é feita com farinha de trigo e farinha de mandioca. Muito comum nas feiras do interior.

Cartola – Duas ou três bananas fritas juntamente com queijo prato e, depois, salpicadas com açúcar e canela.

Chouriço – Doce de consistência pastosa, feito com sangue de porco, farinha de mandioca, rapaduras, banha, pimenta, coco, cravo, canela, erva-doce e farinha de castanha-de-caju assada.

Cocadas – Além do clássico doce de coco em tabletes, em Pernambuco também existem as chamadas cocadas de leite, de goiaba, de banana e da batata-de-umbu, esta um colorido doce em barra feito com raiz do umbuzeiro.

Doces – Entre os mais famosos doces em calda da culinária pernambucana, podemos destacar os de caju, goiaba, jaca, mamão, manga e pitanga.

Doce japonês – Também conhecido como quebra-queixo, é um doce de ponto apurado, à base de coco e de castanha de caju, vendido nas ruas num tabuleiro que o ambulante carrega na cabeça.

Mel-de-engenho – Mel feito da cana-de-açúcar, servido com fatias de queijo de coalho assadas, com rodelas de banana ou simplesmente misturado à farinha de mandioca.

Nego-bom - Doce feito com banana-prata, açúcar e limão. Batido até ganhar consistência que permita repartir em pequenos bolinhos sobre os quais é jogado mais açúcar.

Puxa-puxa – Doce de consistência elástica e pegajosa, feito com caldo-de-cana ou rapadura.

Rapadura – Doce mais popular no interior nordestino, é feito com a garapa da cana-de-açúcar fervida em grande tachos e mexida até ganhar consistência em forma de pequenos tijolos.

Rapadura-batida – É uma rapadura mais mole que a tradicional e temperada com cravo e canela.


TIRA-GOSTOS

Pequenos peixes fritos ou grelhados estão entre os tira-gostos mais apreciados pelos pernambucanos, sobretudo na região litorânea. Gotas de limão dão um toque todo especial.



Agulha frita – É um pequeno peixe abundante no litoral nordestino, consumido geralmente frito, bem sequinho, salpicado com gotas de limão.

Arrumadinho - Prato composto de feijão verde cozido e, depois, misturado, numa travessa, com carne-de-charque ou carne-de-sol cortada em pequenos pedaços, farinha de mandioca e tempero verde.

Bolinho de macaxeira - Bolinho frito, feito com purê de macaxeira e carne de charque desfiada, refogado com cebola e azeite.

Caldinho de feijão – Caldo de feijão comum ou feijão preto, com torresmo e uma azeitona, servido quente.

Caldinho de peixes – Caldo de peixada, servido quente

Carne de charque assada – Pedacinhos de carne de charque fritos, com tempero verde e farofa de jerimum.

Casquinho de Caranguejo – Refogado cremoso feito com carne de caranguejo desfiada e cozida ao leite de coco e tempero verde, servido no casco do crustáceo.

Torresmo – Petisco feito com a parte mais dura do toucinho, seca, partida em pequenos pedaços que são fritos com a própria banha.

Tripa assada – Pedaços de tripa de porco seca, assada e servida com farinha de mandioca. Duas ou três gotas de limão na hora de degustar.

Sarapatel – Prato preparado com sangue coagulado e miúdo de carneiro cortados em cubos de aproximadamente um centímetro, cozidos com temperos secos e verdes. Servido com gotas de limão e farinha de mandioca.