sábado, 22 de novembro de 2008
25 ANOS DO TÍTULO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DA HUMANIDADE
Há 25 anos, Olinda recebia da UNESCO o seu famoso e importante título: Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Após esse título, Olinda passou a fazer parte da lista de monumentos mundiais e figura ao lado de bens da humanidade como a Catedral de Notre-Dame, em Paris, o sítio arqueológico de Nemrut Dag, na Turquia, o Parque Nacional do Serengeti, na África,e a Cidade do Vaticano, entre outros 400 monumentos em todo o mundo.
Para homenagear a cidade, sua história, cultura e seu povo, a Prefeitura definiu que os 25 anos do título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade será o tema do Carnaval 2008
Para homenagear a cidade, sua história, cultura e seu povo, a Prefeitura definiu que os 25 anos do título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade será o tema do Carnaval 2008
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David Mayk Rodrigues de Lima
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David Mayk Rodrigues de Lima
Igrejas,Capelas e Passos

Em Olinda convivem duas vocações de seu povo aparentemente conflitantes: a vocação religiosa e a vocação para a folia. Ambas, bem representadas. De um lado pelas dezenas de igrejas, muitas das quais várias vezes centenárias, que quase se comprimem no Sítio Histórico ou se distribuem por outras áreas do município, e por suas concorridas procissões. Do outro lado, pela efervescência que parece não ter fim do seu Carnaval, o maior do mundo. Além das igrejas, a religiosidade do povo de Olinda se manifesta em suas dezenas de capelas e nichos, os famosos "passos", cujos históricos, endereços e horários de visitação estão registrados a seguir.
IGREJAS
Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda
Largo do Bonsucesso, 45 - Bonsucesso
Construída na segunda metade do século XVII é a primeira igreja em Pernambuco a possuir irmandade formada por negros. O objetivo dos escravos e de alguns libertos era criar um referencial comum ao branco, adaptando-o às suas crenças originais e língua, pois, ao negro, não eram permitidos o acesso às igrejas dos brancos e a participação em associações, irmandades e confrarias. Em volta da igreja, os negros promoviam folganças denominadas Congos, uma tentativa de resgatar as festas religiosas da África. Em 1702, foi instalado um hospício na igreja idealizado pelo bispo Francisco de Lima. A finalidade era hospedar os missionários responsáveis pela catequese dos índios. Recentemente, em 1998, ao passar por restaurações, foram descobertas pinturas que imitam pedras preciosas e o marmorizado dos altares de madeira das igrejas mais ricas da cidade.
Horário: Segunda à sexta das 9h às 11h e aos sábados das 10h às 21h.
Igreja de São Sebastião
Rua 15 de Novembro, s/n° - Varadouro
F undada em 1686, na subida da Ladeira do Varadouro, a igreja foi construída com recursos do Senado e donativos populares. No final do século XVII, a igreja foi oferecida para sede da irmandade dos soldados, mas foi rejeitada, continuando a Câmara com o encargo de sua manutenção. Já em 1819 foi realizado um grande serviço de restauração e colocadas na fachada principal do templo as armas do Senado da Câmara, que são o globo e a cruz de São Salvador, o padroeiro da cidade. Em 1854 foi cedida à irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto. Com o início da República, a igreja foi entregue, em definitivo, à Irmandade do Bom Parto.
Horário: Sábados às 15h, para visitas, e às 17h, para missa.

Igreja de São Salvador do Mundo
Alto da Sé
A Igreja de Nosso Senhor Salvador do Mundo foi a primeira construída no Brasil. Fundada em 1540, tinha sua estrutura inicial em madeira e taipa. A partir de 1584, começou a construção da nova igreja matriz com muitas capelas ao redor. Durante a invasão holandesa, serviu como templo protestante e teve sua estrutura danificada com o incêndio ateado pelo invasor. Depois da Restauração Pernambucana, começaram os trabalhos de reconstrução, passando os atos religiosos a serem realizados na Igreja de São João. Ainda no período de reconstrução, em 1676, foi elevada à categoria de bispado de Olinda sendo inaugurada somente em 1714. A mudança da sede do governo do bispado para o Palácio da Soledade provocou um movimento no sentido de transferir a catedral para o Recife.
Horário: Segunda à sexta-feira das 8h às 12h e das 14h às 17h.
Igreja de Nossa Senhora da Boa Hora
Rua da Boa Hora, s/n° - Amparo
E dificada em 1806, segundo escritura pública de doação de uma casa lavrada na cidade de Olinda por Bernardo Ferreira Viegas e sua mulher D. Elena Maria da Conceição, que também incorporava o referido imóvel ao patrimônio da capela de Nossa Senhora da Boa Hora. A data de 1807, registrada na fachada foi colocada em um dos sucessivos acréscimos que deram origem à atual igreja. No local onde está situada a capela existia um nicho dedicado à mesma padroeira, levantado em meados do século XVIII.
Horário: Missa às quintas-feiras, às 18h; visitas devem ser solicitadas na casa 207, vizinha à igreja.
Igreja e Convento de Santa Tereza
Localização: Avenida Olinda, 570 A - Santa Tereza
A Igreja e o Convento de Santa Tereza foram erguidos em meados de 1660, sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro e ocupados pelas Carmelitas Descalças, expulsas em 1831. O estilo é barroco. Os altares da igreja ostentam requintadas talhas, com preciosas imagens dos séculos XVII e XVIII de santeiros pernambucanos. O frontispício é colonial, com uma torre simples e um nicho rebuscado acima da porta principal, abrigando a Santa Madre Tereza de Jesus. Acima do seu nicho, está colocado um brasão da ordem das Carmelitas Descalças. Hoje, o convento abriga um orfanato e o Colégio Santa Tereza.
Horário: Missa ao domingos
Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição
Localização: Largo da Misericórdia, s/n° - Alto da Sé
O convento é um dos mais antigos do Brasil colonial. Foi abandonado no período da invasão holandesa e reconstruído por iniciativa do mestre-de-campo João Fernandes Vieira, passando a funcionar como casa religiosa de recolhimento para mulheres abandonadas. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição tem como principal atração a histórica imagem barroca de Nossa Senhora da Conceição. A imagem possui uma riquíssima pintura em ouro e policromia com um pedestal formado por um bloco de anjos com a representação da Lua. O toque final da imagem é uma coroa de prata.
Horário: Abre de segunda à sexta-feira das 8h às 11h e da 14h às 16h.
Igreja de Nossa Senhora das Neves, Capela de São Roque e Convento de São Francisco
Localização: Ladeira de São Francisco, 280 - Carmo
O conjunto do Convento de São Francisco é formado pela Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de São Roque e o claustro de azulejos e sua magnífica sacristia. Começou a ser construído em 1585. É convento franciscano mais antigo do Brasil. A igreja foi incendiada pelos invasores holandeses no ano de 1631 e reconstruída ainda no século XVII. Em frente ao convento existe um cruzeiro trabalhado em pedra arenito retirada de nossos arrecifes. O forro da igreja tem com pinturas do século XVIII.
Horário: Segunda a sexta das 7h às 11h30 e das 14h às 17h; sábado das 7h às 12h; missas às terças-feiras, às 19h; sábado às 17h e domingo às 8h.
Basílica e Mosteiro de São Bento
Localização: Rua de São Bento, s/n° - Varadouro
O Mosteiro de São Bento é o segundo construído em terras brasileiras. Sua construção data do século XVI e possui uma característica peculiar que é a de ser São Bento, ao mesmo tempo, padroeiro da Abadia e do Mosteiro. O Mosteiro de São Bento não passou despercebido dos invasores holandeses e foi destruído pelos mesmos em 1631. Por esse e por outros motivos o Mosteiro não possui um estilo arquitetônico definitivo. A fachada da igreja é composta por um brasão e uma torre sineira do século XVIII. Destaca-se também o requintado altar-mor com arquivoltas do barroco brasileiro. Toda em madeira revestida em ouro, no trono principal do altar, encontra-se a imagem do patriarca São Bento. A sacristia conventual é a mais rica das igrejas de Olinda com elaboradas talhas douradas, espelhos de cristais e painéis, mostrando a vida penitente de São Bento. Suas portas são almofadadas em alto-relevo e emolduradas em pedra.
Horário: Visita das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h; sábado missa às 6h30 e às 18h.
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte
Localização: Praça Nossa Senhora do Monte, s/n° - Monte
A Igreja de Nossa Senhora do Monte é uma das mais antigas de Olinda. Construída em meados do século XVI, seu interior é rústico, não possuindo nada de barroco. É composto apenas de um altar-mor simples e um oratório que ostenta a imagem da padroeira Nossa Senhora do Monte. Na última década do século XVI, a igreja foi doada aos monges beneditinos.
Horário: Abre para ofícios.
Igreja de São Pedro Apóstolo
Localização: Praça João Alfredo, s/n° - Carmo
A Igreja de São Pedro Apóstolo tem sua construção posterior à restauração pernambucana, provavelmente, nos fins da metade do século XVII. Contudo, a instalação de sua irmandade na cidade de Olinda é anterior à construção de sua igreja, datando de 1711. Sabe-se, que inicialmente a irmandade de São Pedro Apóstolo se instalou na matriz de São Pedro Mártir, passando depois para a igreja de São Pedro Apóstolo. Hoje a irmandade inexiste, apesar de ter funcionado durante muito tempo na cidade.
Horário: Abre para missas em horário variados.
Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe
Localização: Praça Miguel Canuto, s/n° - Guadalupe
É uma das poucas igrejas da América do Sul sob invocação da padroeira do México. Foi construída pela devoção dos homens pardos libertos ou escravos da Vila de Olinda entre os aos de 1626 a 1629. Na época de sua construção, Portugal fazia parte do governo espanhol e talvez por isso a predileção pela santa da devoção espanhola. A igreja abriga até os dias de hoje, a irmandade de Nossa Senhora de Guadalupe, tendo servido também de sede à irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto até 1854, quando foi transferida para a Igreja de São Sebastião.
Horário: Terças e sextas-feiras das 15h às 17h.
Igreja de São Sebastião
Localização: Rua 15 de Novembro, s/n° - Varadouro
No século XVII irrompe na América do Sul uma epidemia de febre amarela urbana chamada "Cólera Norbus", atingindo algumas cidades brasileiras e, entre elas, Olinda. O então governador João Fernandes Vieira ordenou que se fizesse uma procissão penitente a São Sebastião, para exterminar para sempre a peste. Em 1686 foi iniciada a construção da igreja dedicada ao mártir protetor contra a peste, a fome e a guerra. O interior é simples e seus altares não têm a exuberância do barroco, por ter passado por várias reformas. O altar principal ostenta a esplendorosa imagem do padroeiro, trazida de Portugal no século XVIII. A igreja é marcada pelo estilo colonial português.
Horário: Abre aos sábados para visitas às 15 hora; missa às 17h.
Igreja do Bom Jesus do Bonfim
Localização: Rua do Bonfim, s/n° - Carmo
A sua construção data de 1758, quando um morador da localidade, Pinheiro da Fontoura, pede permissão para fundar uma igreja dedicada ao Senhor do Bonfim. Merece atenção o altar-mor e as imagens da igreja.
Horário: Abre para missas em horários variados.
Igreja Santo Antônio do Carmo
Localização: Praça do Carmo - Carmo
P rimeira igreja da Ordem dos Carmelitas a ser construída em terras brasileiras, provavelmente, no período de 1580 à 1620. No século XVIII passou por restaurações. A fachada da Igreja do Carmo é em estilo colonial renascentista, com colunas, portas e janelas trabalhadas. O seu altar-mor contém três nichos: o central com a imagem barroca do seu padroeiro e os laterais, dedicados aos santos fundadores da Ordem dos Carmelitas, Santo Elias e Santo Eliseu. Nos corredores laterais do templo encontram-se vários altares com grandes quadros a óleo sobre madeira com imponentes molduras.
Igreja de São José dos Pescadores
Localização: Rua do Sol - Carmo
Conta-se que a imagem de São José foi encontrada por pescadores do lugar, onde foi levantada uma ermida. Em 1901, data da fachada, tornou-se Capela e, em 1936, foi novamente ampliada. No frontão, uma estrela do mar.
Horário: missas nas quintas-feiras, às 17h.
Igreja da Misericórdia
Localização: Alto da Misericórdia, s/n° - Amparo
A Igreja Nossa Senhora da Luz e a Santa Casa da Misericórdia foram construídas em 1540. Em 1630, a Igreja foi saqueada pelos holandeses e incendiada, mas foi restaurada em 1654. Contígua à Igreja está a Academia Santa Gertrudes, um colégio fundado em 1912, pela Associação de Instrutoras Missionárias. No interior da Igreja, há preciosidades em talha, como o púlpito e o forro.
Horário: todos os dias, das 11h45 às 12h30 e das 18h às 18h30.
Igreja São João Batista dos Militares
Localização: Rua da Saudade, s/n° - Amparo
A Igreja de São João batista de Olinda foi construída na segunda metade do século XVI. O interior é simples, conservando a capela e o altar-mor, onde se encontra o padroeiro São João Batista. O frontispício é muito sóbrio, com uma só torre e um interessante brasão acima da porta central.
Horário: missa às quintas-feiras, às 19h30.
Seminário de Olinda e Igreja de Nossa Senhora da Graça
Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé
C onjunto arquitetônico, formado pela Igreja de Nossa Senhora da Graça e pelo antigo Seminário, está no ponto mais alto de Olinda. Foi preservada até hoje a modulação clássica da Igreja de Nossa Senhora da Graça, que a transforma no maior e melhor testemunho da arquitetura jesuítica do século XVI no Brasil. Em 1535, Duarte Coelho fundou a ermida de N. Sra. da Graça para oferecer aos religiosos de Santo Agostinho. Esses, no entanto, não chegaram ao Brasil. Em seu lugar, vieram os jesuítas. A capela foi, então, doada ao padre Antônio Pires, que desembarcou em Olinda em 1551. A construção, inspirada na Igreja de São Roque, em Lisboa, é uma importante referência da arquitetura quinhentista. Castigado pelo incêndio da cidade, o colégio foi posteriormente reconstruído e reocupado pelos jesuítas. No arco da capela-mor, há uma inscrição com a data de 1661, provavelmente, a época da conclusão dos reparos. Com o banimento dos jesuítas, em 1760, o colégio foi abandonado e, posteriormente, doado à Mitra. Sob os cuidados do bispo D. Azeredo Coutinho foi transformado em seminário no princípio do século XIX.
Horário: abre de 2 a a 6 a feira, às 6h50 para missas e das 14h30 às 16h para visitação.
Igreja da Santa Cruz dos Milagres
Localização: Rua Santa Cruz dos Milagres - Milagres
Conta-se, que durante as missões realizadas na Sé de Olinda, em ano de dura seca, um pastor de gado recebeu uma mensagem divina revelando a localização de uma fonte de água doce. Em ação de graças, foi construída, por cima do olho d´água, uma capelinha. Outra versão relata que, durante a estiagem, um boi pastando encontrou água potável para saciar-lhe a sede. O povo considerou um milagre todo aquele manancial e construiu uma cacimba, para abastecer a cidade. As Missões foram transferindo-se para a cacimba do Milagre, onde uma cruz foi colocada. O local virou ponto de romaria.No entanto, as referências consistentes são muito escassas. Sabe-se, que em 1950, realmente foi edificado um cruzeiro em agradecimento ao surgimento da fonte de água potável. Uma capelinha foi construída no local, até que, em 1862, começou a ser erguida uma capela de porte regular, ao lado da cruz. Daí o nome do povoado que surgiu na região: Santa Cruz dos Milagres.
Hoje a Igreja mostra um frontispício simples, uma torre sineira e portal central. No altar-mor, encontram-se uma imagem de Nossa Senhora das Dores e um busto do Salvador do Mundo, ladeados por São José e Nosso Senhor. Existem, ainda, dois altares laterais, com as imagens de Nossa Senhora dos Milagres e de vários outros santos. A cacimba continua vertendo água, mas está abandonada.
Horário: Missa aos sábados, às 15h.
Igreja de Nossa Senhora do Amparo
Localização: Largo do Amparo, s/n° - Amparo
A primitiva Igreja de Nossa Senhora do Amparo foi fundada por rapazes solteiros e músicos , entre os anos de 1550 e 1560. Foi parcialmente destruída pelos holandeses em 1631. A data da fachada, 1644, marca sua reconstrução. Dois painéis de madeira compõem os altares laterais: à esquerda, o Cristo; à direita, a padroeira dos músicos, Santa Cecília. Sua última restauração, 1992, fez aflorar o colorido barroco de seus altares, acima do arco-cruzeiro, painel de azulejos franceses.
Horário: Abre para visita das 7h30 às 13h30. Missa aos domingos, às 17h
CAPELAS
Capela de São Pedro Advíncula
Localização: Rua 13 de Maio, s/n° - Varadouro
C onstrução iniciada por volta de 1764 com parte integrante do Aljube (cadeia eclesiástica), hoje Museu de Arte Contemporânea. Os presos dela se serviam para assistirem às missas. A capela possui duas divisões, uma para celebração e fiéis; outra posterior, servindo de sacristia. O estilo é colonial. No seu interior, um altar com talhas Dom João V e um belo quadro de São Pedro. O quadro de São Pedro representa "Ele na prisão e um anjo tira-lhe as algemas, libertando-o".
Capela de Santa Ana do Engenho Fragoso
Localização: antigo Engenho Fragoso - Cidade Tabajara
Localizada na Base Rural de Olinda, na estrada que vai até Paulista, a capela é posterior à construção do engenho. A propriedade foi, provavelmente, um presente de Jerônimo de Albuquerque (cunhado do 1 o . donatário de Pernambuco), à sua filha Joana de Albuquerque, na ocasião de seu casamento com Álvaro Fragoso, fidalgo de Portugal. Somente por volta do século XIX, a Igreja de Santa Ana é mencionada. No frontispício das atuais ruínas na igreja, está gravada a data de 1845, que sugere uma reforma naquele ano. No século XX, a propriedade perdeu totalmente seu caráter produtivo e a capela foi abandonada. Após reformas empreendidas no século XX, a igreja possuía portada de estilo neoclássico e frontão eclético. A capela manteve-se funcionando, mesmo de forma precária, até a venda do Engenho, em 1951. No local, foi construído um núcleo de casas populares: a Vila Cidade Tabajara. Os últimos resquícios do antigo engenho são as ruínas do antigo forno de cal e o que restou da capela, que conserva ainda os traços singelos, que marcam uma época.
PASSOS DE OLINDA
Os passos são pequenas capelas em alvenaria, construídas entre 1773 e 1809. Abrem durante a Quaresma, para a Procissão dos Passos, que é uma reconstituição do caminho do Senhor até o Calvário. No interior dessas capelas, há apenas um pequeno altar, onde são colocadas as imagens do Senhor dos Passos em procissão. Também chamados de nichos, os Passos de Olinda têm, certamente, origem colonial. São eles:
Passo da Sé - É o primeiro no roteiro da procissão. Está localizado na Rua Bispo Coutinho, no Sítio Histórico de Olinda. Esse nicho é dotado de uma porta almofadada, adornada com volutas e arabescos. A imagem representa o Senhor do Monte das Oliveiras, esculpida em madeira de cedro, em estilo barroco. Avalia-se que a imagem seja do século XIX. Foi construído em 1809.
Passo do Amparo - É o segundo passo da procissão. Localizado dentro da Igreja do Amparo. Nele, acontece o encontro com Nossa Senhora. Data de 1773.
Passo dos Quatro Cantos - Lá, encontra-se o Nosso Senhor Sentado na Pedra Fria, imagem do século XIX, de procedência desconhecida. É o terceiro no roteiro da procissão. Construído em 1773.
Passo da Ribeira - Situado na Avenida Bernardo Vieira de Melo, representa o Senhor carregando a Cruz (1773). Lá está a Imagem de Nosso Senhor do Bom Jesus dos Passos, de procedência portuguesa, provavelmente do século XVIII.
Passo do Senhor Apresentado ao Povo - Com o duplo nome de Passo do Senhor Apresentado ao Povo e Passo do Castelhano, data de 1733. O pequenino nicho que fica na esquina da Rua 27 de Janeiro e abre todos os anos para a procissão do Senhor dos Passos. Possui a Imagem do Nosso Senhor Atado, provavelmente do início do século XIX, de procedência desconhecida. Em cada Passo, durante a Procissão, o andor simula uma queda, e, no 5 o . Passo, ele declina mais duas vezes, para completar as sete quedas.
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David Mayk Rodrigues de Lima
Ateliês

1. Bagulhadores do Mió e CICA
Reciclagem criativa e instrumentos musicais.
Rua Porto Seguro, 186, Carmo. F: 3494 0781
2 . Badida, Ana Cavalcanti e Simone Souto Maior
Óleo e acrílica sobre tela e eucatex, escultura e cerâmica
Rua Porto Seguro, 131, Carmo. F: 3427 9910
3. Juliana Calheiros e Maria Chaves
Acrílica sobre vários suportes e fotografia.
Rua de São Bento, 358, Varadouro. F: 3429 1358
4. Marise Cirne, Luciana Câmara e Virgínia Neves
Porcelana e técnica mista.
Rua Bernardo Vieira de Melo, 24, Varadouro. F: 3429 6566
5. Elias Sultanum
Imagens barrocas em madeira.
Rua Bernardo Vieira de Melo, 34, Varadouro. F: 3429 0706
6. Emanuel Suplínio e Fernando José
Acrílica sobre tela com as mãos e pincel.
Rua Prudente de Morais, 451, Carmo. F: 9934 0387
7. Ana Falcão e Cosete Câmara
Acrílica sobre tela e eucatex.
Rua Prudente de Morais, 444, Carmo. F: 3493 5322
8. Juliana Notari e Renata Notari
Técnica mista (objeto).
Rua Prudente de Morais, 368, Carmo. F: 3429 2593
9. Paulo Costa e P. Gustavo
Escultura em madeira e pedra e óleo sobre tela.
Rua Prudente de Morais, 339, Carmo. F: 3439 2257
10. Anderson
Óleo sobre tela.
Rua Prudente de Morais, 312, Carmo. F: 3429 3497
11. Adolfo
Esculturas em madeira e em pedra
Rua Prudente de Morais, 270, Carmo. F: 3439 4453
12. Tânia Carneiro Leão
Acrílica sobre tela ou duratex.
Rua Prudente de Morais, 281, Carmo.F:3429 0549
13. Ateliê Prudente 212 (Inez Azoubel, Rê Rodrigues e Rosali Leão)
Técnica mista.
Rua Prudente de Morais, 212, Carmo. F: 3439 8569
14 . Lula
Tinta latex sobre tela e colagem.
Rua Alto do Bonfim, 48, Carmo.F: 3439 8840
15. Sé 171 (Ângela Poluzzi, Anne, Ana Veloso, George Barbosa,
Ismael Caldas e Sônia Malta)
Cerâmica esmaltada, acrílica e óleo sobre tela, papel e eucatex .
Ladeira da Sé, 171, Carmo. F: 9182 1868
16. Roberta Amorim
Pintura em cerâmica e acrílica sobre tela.
Rua 27 de Janeiro, 101, Carmo. F: 9619 3667
17. Ivonaldo
Acrílica sobre tela.
Rua 27 de janeiro, 133, Carmo. F: 3429 1983
18. Flávia Giroflai e Lia Letícia
Técnica mista.
Rua 10 de Novembro, 86, Carmo. F: 9148 9690
19. João do Barro
Escultura em mármore, resina e ferro
Rua Manoel Borba, 457, Carmo. F: 3439 1982
20 . Valin Branco
Escultura em madeira.
Rua Manoel Borba, 301, Carmo. F: 3439 6336
21. Fernando Azevedo
Òleo sobre tela.
Rua Maria Adalgiza Ferreira de Castro, 89, Umuarama. F: 3439 1264
22. Espaço de Arte Sacra (Newton Alves, Timóteo e Giovanna Mirella)
Escultura em gesso policromada e óleo sobre tela.
Rua Maria Adalgisa Ferreira de Castro, 173,Umuarama. F: 3429 6852
23. Peregrino, Álvaro Caldas e Samico
Óleo, acrílica e xilogravura.
Rua 15 de Novembro, 119, Varadouro. F: 3439 9601
24. C. Amaral
Óleo sobre tela
Rua 15 de Novembro, 134, Varadouro. F: 3429 0599
25. Raul Córdula
Acrílica sobre tela.
Rua 15 de Novembro, 155, Varadouro. F: 3439 9631
26. Ateliê 184 (Marília Lacerda, Marisa e Maritza Lacerda)
Escultura em papel marchê, óleo e acrílica sobre tela e material marinho.
Rua de São Bento, 184, Varadouro. F: 3429 2721
27. Lucas
Óleo sobre tela.
Rua de São Bento, 233, Varadouro. F:3439 3106
28. Thomas Baccaro
Fotografia.
Rua de São Bento, 239, Varadouro. F: 3429 0869
29. Ypiranga Filho, José Barbosa, Lourenço Ypiranga Neto e Anna Brotto .
Gravura, escultura, acrílica sobre tela, cerâmica e aquarela.
Rua de São Bento , 247, Varadouro. F: 9965 1903
30. Joana Gatis
Acrílica sobre tela.
Rua 13 de maio, 15, Varadouro. F: 3429 9911
31. Mariza Varella
Escultura em mármore, resina e ferro
Rua 13 de maio, 25, Varadouro. F: 3052 2044
32. Eduardo Araújo e Roberto Ploeg
Óleo sobre tela.
Rua Henrique Dias, 176, Varadouro. F: 3429 0638
33 . Gina
Óleo sobre tela.
Rua Henrique Dias, 145, Varadouro. F: 3493 5060
34. Fernando Peres
Técnica mista.
Rua Henrique Dias, 122, Varadouro. F: 9989 7667
35. Pedro Dias
Óleo e acrílica sobre tela.
Rua 13 de maio, 194, Varadouro. F: 3429 0937
36. Petrônio Cunha
Recorte em película plástica autocolante sobre chapa de PVC
Rua da Boa Hora, 210, Varadouro. F: 3429 0059
37. Demétrio, Nino Ferreira e Zeferino
Esculturas e pinturas.
Rua 13 de Maio, 279, Varadouro. F: 3429 3615 / 3439 2948 / 9994 4490
38. Leide Melo
Papel Colê.
Rua 13 de Maio, 311, Varadouro. F: 3429 3535
39. Zé Som e Jacira Lucena
Acrílica sobre tela com as mãos e cerâmica.
Rua Prudente de Morais, 483, Carmo. F: 3429 7795
40. Aloma Bandeira
Óleo e acrílica sobre tela.
Rua do Amparo, 11, Amparo. F: 3429 0342
41. Ticiana Campos
Escultura em epóxi e acrílica.
Rua do Amparo, 33, Amparo. F: 3427 9910
42 . J. Calazans
Acrílica sobre tela
Rua do Amparo, 32, Amparo. F: 3439 6623
43. A Casa dos Bonecos Gigantes (Sílvio Botelho)
Bonecos gigantes em papel.
Rua do Amparo, 45, Amparo. F: 3439 2443
44. Diana Carolina
Arte em tecido.
Rua do Amparo, 97, Amparo. F: 3494 8087
45. BGJA (Bethy Gatis, Jairo Arcoverde, Leonardo Arcoverde e Marisa Gatis)
Acrílica sobre tela, cerâmica e estamparias.
Rua do Amparo, 135, Amparo. F: 3429 3479
46. Bajado ( in memorian) e Deda
Acrílica sobre eucatex
Rua do Amparo, 186, Amparo. F: 3429 6840
47. Iza do Amparo, Catarina Aragão e Paulo do Amparo
Técnica mista, acrílica sobre tecido e fotografia
Rua do Amparo, 159, Amparo. F: 3429 2357
48 . Vilanova
Óleo sobre tela
Rua do Amparo, 224, Amparo. F: 3439 7629
49. Tereza Costa Rêgo
Acrílica sobre madeira.
Rua do Amparo, 242, Amparo. F: 3429 2008
50. Cecinha
Acrilex e verniz sobre palha de palmeira imperial.
Rua do Amparo, 285, Amparo. F: 3429 6119
51. Roberto Lúcio e Marina Mendonça
Objetos em cerâmica, couro, fio de aço, trapo e madeira.
Rua do Amparo, 293, Amparo. F: 3429 2141
52 . Byll di Olinda e Sandra Aguiar
Acrílica sobre tela.
Rua Cel. Joaquim Cavalcante, 555, Amparo. F: 3493 1805
53. Marcílio Fernandes
Acrílica sobre eucatex
.Rua São João, 400, Amparo. F: 9951 1163
54. Carlos Alberto Muniz
Acrílica sobre tela.
1ª Travessa da Saudade, 121, Guadalupe. F: 3493 3283
55. Sandro Maciel
Acrílica sobre tela.
2ª Travessa da Saudade, 83, Guadalupe. F: 3439 2792
56. Roberto Correia
Acrílica sobre tela.
Avenida da Saudade, 1016, Guadalupe. F: 3493 4976
57. Augusto Ferrer e Luciana Padilha
Escultura e técnica mista.
Estrada do Bonsucesso, 246, Bonsucesso. F: 3439 7315
58. Regina Carvalho e Beta Ferralc
Óleo sobre tela, aquarela e bico-de pena.
Praça Alexandre Rodrigues Senna, 360, Bonsucesso. F: 3439 1844
59. Tibá (Alcindo Queiroz)
Técnica mista
Rua Dom Bonifácio Jansen, 399, Bonsucesso. F: 3439 3185
60. Zelita Rocha
Óleo sobre tela, escultura em pedra e painéis.
Rua Benedito Marinho de Araújo, 52, Bonsucesso. F: 3052 2748
61. Pedro Índio
Escultura em mármore
Rua Mário Melo, 14, Bonsucesso. F: 3439 9882
62. Roberto Vieira da Cunha
Acrílica sobre eucatex.
Rua Dom Bonifácio Jansen, 454, Bonsucesso. F: 3439 9969
63. Gildo Júnior
Técnica mista .
Rua Alto do Monte, 40, Bonsucesso. F: 3088 6286
64. Guita Charifker
Aquarela.
Rua Saldanha Marinho, 206, Amparo. F: 3429 1758
65. Humberto Rodrigues e Taís Negromonte
Acrílica sobre tela e tecido.
Rua Saldanha Marinho, 198, Amparo. F: 3429 4115
66. Maria Carmen
Técnica mista, pintura e escultura.
Rua Saldanha Marinho, 196, Amparo. F: 3429 2914
67. Luciano Pinheiro
Acrílica sobre tela, gravura impressa e aquarela sobre papel.
Rua Bispo Coutinho (Alto da Sé), 828, Carmo. F: 3429 0232
68. 3 Galeras (Baby Sills, Júlio Holanda, Marcos Amorim, Tiago Amorim e Sylvia Pontual)
Patchwork, óleo e acrílica sobre tela, eucatex, duratex e papel.
Rua Bispo Coutinho (Alto da Sé), 783, Carmo. F: 3053 0792
69. Mão de Veludo (França e Sil)
Livros manufaturados.
Rua Alto da Bela Vista, 195, Amaro Branco. F: 3493 4880
70. Vera Guimarães
Pintura em tapeçaria e objetos em papel marchê.
Rua de São Francisco, 216, Carmo. F: 3439 2323
71. Paulinho d'Olinda, Maria Dalva e Melita
Óleo sobre eucatex, tela e papel, aquarela e estamparias
Rua de São Francisco, 81, Carmo. F: 3429 3160
72. Edy Valença - contemporâneo em telas com tinta acrílica e técnica mista
Rua Bernardo Vieira de Melo, 157, Quatro Cantos, Olinda
Atendimento: todos os dias, das 9h às 18h
Fone: 3493.9740 / 9952.4506
Rua de São Francisco, 81, Carmo. F: 3429 3160
email: edyvalenca@oi.com.br
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David Mayk Rodrigues de Lima
Circuitos das Artes

Olinda sempre foi considerada como o verdadeiro celeiro das artes do Nordeste. Não só da arte expressa em suas ricas manifestações folclóricas e culturais, mas também de poetas e artistas plásticos de várias tendências. São centenas de entalhadores, ceramistas, pintores, escultores e bonequeiros, que se instalaram nas ruas e ladeiras da Cidade Alta e seu entorno em busca da clara harmonia entre a natureza e a obra em pedra e cal, que tanto caracteriza a cidade.
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David Mayk Rodrigues de Lima
Museus Olindenses
Museu de Arte Contemporânea - O prédio do século XVIII, que abriga hoje o Museu de Arte Contemporânea, foi projetado para abrigar o cárcere da Diocese. Lá ficavam recolhidos homens e mulheres acusados de delitos contra a religião católica.
Edificação de caráter religioso, obedece, porém, aos padrões da arquitetura oficial no Brasil, com origem no Reino de Portugal. Construção pesada, com janelas de grades de ferro e molduras em pedra. Ao meio das janelas está o Brasão de Armas do Bispo de Pernambuco. Uma escada externa com pedra de cantaria, proveniente dos arrecifes do litoral pernambucano, leva ao segundo pavimento.
Desde 1966, é monumento tombado, que abriga o Museu de Arte Contemporânea com um grande acervo permanente, do qual fazem parte coleções completas de Assis Chateaubriand, Salão dos Novos, Obras Isoladas, Salão Moderno, Abelardo Rodrigues, Dorian Gray, Helenos, Hilton de Gravuras, José Telles Jr, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, entre outros. O museu promove, ainda, uma programação cultural intensa com apresentações folclóricas constantes, cursos, palestras e mostras temporárias.
Localização: R. 13 de Maio, 149 - Varadouro
Fone: 3429.2587
Horário: Terça a sexta - 08h às 18h, Sábado e domingo - 14h às 17h30
Museu Regional de Olinda - Organizado, em 1935, em comemoração à chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, é um museu mantido numa parceria do município com o Estado.Reúne móveis, imagens, painéis, peças de grande valor histórico, como o brasão do Senado da Câmara de Olinda e peças de Arte Sacra, incluindo um altar que pertenceu à antiga Sé de Olinda, antes de sua reforma em 1711. O museu está instalado num bonito sobrado que remete, junto com seu entorno, à Olinda de 1700.
Localização: Rua do Amparo, 128 - Amparo
Museu de Arte Sacra (MASP) - Outrora Casa da Câmara do Senado de Olinda, depois Palácio Arquiepiscopal, o prédio hoje abriga a rica arte religiosa de Pernambuco. Construído antes da chegada do primeiro bispo, em 1676, tendo sido reconstruído no século XIX. O Palácio possui ainda dois torrões primitivos, as doze janelas do pavimento superior, construído depois, com balcões de madeira, ao estilo do século XVIII.
O acervo fixo do MASP partiu de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife, sendo, posteriormente, enriquecido. Hoje, reúne peças religiosas do século XVI ao atual, incluindo importantes exemplares de arte popular contemporânea.
O museu desenvolve, atualmente, uma programação movimentada, com cursos, palestras e mostras que acompanham o ciclo litúrgico e o calendário religioso. No térreo, estão expostos painéis fotográficos que documentam a história, evolução e paisagem de Olinda.
Localização: R. Bispo Coutinho, 726 - Alto da Sé
Fone: 3429.0032
Visitação: terça a sexta, 8h às 12h e 14h às 18h - sábado e domingo, 14h às 17h30
Museu do Mamulengo - Fundado em 1995, o Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá é um local artístico e lúdico que oferece ao público um mundo habitado pelos mais diferentes bonecos. O museu funciona, na rua de São Bento, 344, no Sítio Histórico de Olinda. A casa possui um acervo de mais de 1.500 bonecos, sendo alguns do séxulo XVIII.
O espaço também tem sete salas para exposição, além de auditório para 50 pessoas, sala de aula, biblioteca, área para oficina e jardim. O Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá funciona realizando exposições sazonais e temáticas, graças ao vasto número de bonecos que fazem parte do acervo. As exposições são organizadas em conformidade com a época do ano e até pelos visitantes que agendem idas prévias ao local.
Museu do Mamulengo – Espaço Tiridá
Rua do São Bento, 344.
Horário de Funcionamento do Museu: das 9 às 17h, (menos segunda-feira).
Entrada: RS 1,00 / grátis para escolas públicas.
Espaço Ciência - O Espaço Ciência é um dos maiores museus interativos de divulgação cientifica do país, onde o visitante pode explorar o mundo da ciência de forma agradável e divertida. Localizado em uma área privilegiada de 120 mil m², próxima ao mar e na porta de entrada de Olinda, abriga um manguezal natural de rara beleza. O Espaço Ciência também conta com dois observatórios astronômicos localizados fora da sua sede, um na Torre Malakoff, Recife Antigo e outro no Alto da Sé, Olinda.
Através de exposições permanentes e itinerantes em diversas áreas, o Espaço Ciência atende diariamente escolas e público em geral. Numa concepção de educação que vai além dos limites da sua sede, o museu promove eventos, cursos, oficinas, feiras e encontros de ciências em escolas, shoppings, universidades, parques, hospitais e até nas ruas, atraindo um grande público.
A intenção é divulgar a produção científica nas escolas, capacitar professores e envolver comunidades, tratando de assuntos de interesse geral ou de temas atualizados em ciência, tecnologia e meio ambiente.
Espaço Ciência
Complexo de Salgadinho s/n - Parque 2
Fone: (81) 3424-8704 / 3301.6154
Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 8 – 12h e das 13 – 17h – sábado e domingo, das 13h30 – 17h
Entrada: R$ 5,00 (R$ 2,50 estudante)
Museu Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu) – É o primeiro museu de candomblé de Pernambuco. Reflete a trajetória histórica do terreiro Santa Bárbara Nação Xambá. Seu acervo é composto por máscaras, textos, louças, objetos pessoais, instrumentos musicais e fotografias retratando fatos notáveis e personagens marcantes da história da Nação Xambá.
Museu Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu)
Rua Severina Paraíso da Silva, 65, São Benedito
Horário de funcionamento: 9 – 11h30, 14 – 17h (diariamente)
Entrada: R$ 1,00
Edificação de caráter religioso, obedece, porém, aos padrões da arquitetura oficial no Brasil, com origem no Reino de Portugal. Construção pesada, com janelas de grades de ferro e molduras em pedra. Ao meio das janelas está o Brasão de Armas do Bispo de Pernambuco. Uma escada externa com pedra de cantaria, proveniente dos arrecifes do litoral pernambucano, leva ao segundo pavimento.
Desde 1966, é monumento tombado, que abriga o Museu de Arte Contemporânea com um grande acervo permanente, do qual fazem parte coleções completas de Assis Chateaubriand, Salão dos Novos, Obras Isoladas, Salão Moderno, Abelardo Rodrigues, Dorian Gray, Helenos, Hilton de Gravuras, José Telles Jr, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, entre outros. O museu promove, ainda, uma programação cultural intensa com apresentações folclóricas constantes, cursos, palestras e mostras temporárias.
Localização: R. 13 de Maio, 149 - Varadouro
Fone: 3429.2587
Horário: Terça a sexta - 08h às 18h, Sábado e domingo - 14h às 17h30
Museu Regional de Olinda - Organizado, em 1935, em comemoração à chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, é um museu mantido numa parceria do município com o Estado.Reúne móveis, imagens, painéis, peças de grande valor histórico, como o brasão do Senado da Câmara de Olinda e peças de Arte Sacra, incluindo um altar que pertenceu à antiga Sé de Olinda, antes de sua reforma em 1711. O museu está instalado num bonito sobrado que remete, junto com seu entorno, à Olinda de 1700.
Localização: Rua do Amparo, 128 - Amparo
Museu de Arte Sacra (MASP) - Outrora Casa da Câmara do Senado de Olinda, depois Palácio Arquiepiscopal, o prédio hoje abriga a rica arte religiosa de Pernambuco. Construído antes da chegada do primeiro bispo, em 1676, tendo sido reconstruído no século XIX. O Palácio possui ainda dois torrões primitivos, as doze janelas do pavimento superior, construído depois, com balcões de madeira, ao estilo do século XVIII.
O acervo fixo do MASP partiu de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife, sendo, posteriormente, enriquecido. Hoje, reúne peças religiosas do século XVI ao atual, incluindo importantes exemplares de arte popular contemporânea.
O museu desenvolve, atualmente, uma programação movimentada, com cursos, palestras e mostras que acompanham o ciclo litúrgico e o calendário religioso. No térreo, estão expostos painéis fotográficos que documentam a história, evolução e paisagem de Olinda.
Localização: R. Bispo Coutinho, 726 - Alto da Sé
Fone: 3429.0032
Visitação: terça a sexta, 8h às 12h e 14h às 18h - sábado e domingo, 14h às 17h30
Museu do Mamulengo - Fundado em 1995, o Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá é um local artístico e lúdico que oferece ao público um mundo habitado pelos mais diferentes bonecos. O museu funciona, na rua de São Bento, 344, no Sítio Histórico de Olinda. A casa possui um acervo de mais de 1.500 bonecos, sendo alguns do séxulo XVIII.
O espaço também tem sete salas para exposição, além de auditório para 50 pessoas, sala de aula, biblioteca, área para oficina e jardim. O Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá funciona realizando exposições sazonais e temáticas, graças ao vasto número de bonecos que fazem parte do acervo. As exposições são organizadas em conformidade com a época do ano e até pelos visitantes que agendem idas prévias ao local.
Museu do Mamulengo – Espaço Tiridá
Rua do São Bento, 344.
Horário de Funcionamento do Museu: das 9 às 17h, (menos segunda-feira).
Entrada: RS 1,00 / grátis para escolas públicas.
Espaço Ciência - O Espaço Ciência é um dos maiores museus interativos de divulgação cientifica do país, onde o visitante pode explorar o mundo da ciência de forma agradável e divertida. Localizado em uma área privilegiada de 120 mil m², próxima ao mar e na porta de entrada de Olinda, abriga um manguezal natural de rara beleza. O Espaço Ciência também conta com dois observatórios astronômicos localizados fora da sua sede, um na Torre Malakoff, Recife Antigo e outro no Alto da Sé, Olinda.
Através de exposições permanentes e itinerantes em diversas áreas, o Espaço Ciência atende diariamente escolas e público em geral. Numa concepção de educação que vai além dos limites da sua sede, o museu promove eventos, cursos, oficinas, feiras e encontros de ciências em escolas, shoppings, universidades, parques, hospitais e até nas ruas, atraindo um grande público.
A intenção é divulgar a produção científica nas escolas, capacitar professores e envolver comunidades, tratando de assuntos de interesse geral ou de temas atualizados em ciência, tecnologia e meio ambiente.
Espaço Ciência
Complexo de Salgadinho s/n - Parque 2
Fone: (81) 3424-8704 / 3301.6154
Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 8 – 12h e das 13 – 17h – sábado e domingo, das 13h30 – 17h
Entrada: R$ 5,00 (R$ 2,50 estudante)
Museu Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu) – É o primeiro museu de candomblé de Pernambuco. Reflete a trajetória histórica do terreiro Santa Bárbara Nação Xambá. Seu acervo é composto por máscaras, textos, louças, objetos pessoais, instrumentos musicais e fotografias retratando fatos notáveis e personagens marcantes da história da Nação Xambá.
Museu Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu)
Rua Severina Paraíso da Silva, 65, São Benedito
Horário de funcionamento: 9 – 11h30, 14 – 17h (diariamente)
Entrada: R$ 1,00
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David Mayk Rodrigues de Lima
Mercados públicos

Mercado da Ribeira
Localização: Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n° - Ribeira
O Mercado da Ribeira foi construído no final do século XVII e início do século XVIII. A edificação é característica do Brasil colonial: piso em tijolaria, dois alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa.O mercado foi restaurado no estilo original e nele funcionam várias galerias de artesanatos, oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas.
Mercado Eufrásio Barbosa
Localização: Praça do Varadouro, s/n° - Varadouro
Funciona no prédio da antiga fábrica de doces Amorim Costa, fundada em 1865. Em 1979, o imóvel foi desapropriado pela Prefeitura de Olinda e reformado para abrigar o Mercado e o Teatro Fernando Santa Cruz.
Horário: Segunda a sábado, das 7h às 18h. Lojas de artesanato abrem às 9h
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David Mayk Rodrigues de Lima
Mirantes
Mirante da Igreja de Nossa Senhora da Graça e Seminário de Olinda - O mirante está localizado no pátio do Seminário de Olinda, tendo sua ambiência marcada, em primeiro plano, por torres de igrejas seculares e, em segundo plano, pelo Oceano Atlântico. Ao sul, ao fundo da paisagem, observa-se o Porto, a cidade do Recife e a Praia de Ponta D'el Chifre e um trecho do Rio Beberibe. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas que se espalham pelos quintais da Cidade Alta. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mirante da Ribeira - Do mirante, pode-se avistar, ao sul, a Praia de Ponta D'el Chifre e trecho do Rio Beberibe. Em segundo plano, vê-se a cidade e o Porto do Recife e, ao fundo, a concentração urbana do bairro de Boa Viagem. A vegetação que lhe entorna é formada por fruteiras, principalmente coqueiros, espalhados na Cidade Alta. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mirante do Alto da Sé - Localizado no Largo da Igreja da Sé. A paisagem mais representativa do mirante está ao Sul, onde se observa os telhado do antigo casario e as Igrejas da Cidade Alta. Em segundo plano, se o Porto, a cidade do Recife e a Praia de Ponta D'el Chifre e um trecho do Rio Capibaribe. Ao fundo da paisagem aparece a concentração urbana do bairro de Boa Viagem. Ao Leste a Sudeste está o Oceano Atlântico. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas que se distribuem pelos quintais de Olinda. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza. Há, ainda, uma feirinha, onde se comercializam bebidas e comidas típicas e artesanato local.
Mirante do Largo da Misericórdia - localiza-s no Largo da Igreja da Misericórdia, avistando-se, ao sul, em primeiro plano, os Quatro Cantos de Olinda e seu casario. Em segundo plano, a Praia de Ponta D'el Chifre, trecho do Rio Beberibe, Complexo de Salgadinho, o Porto e a cidade do Recife. Ao leste, o Oceano Atlântico e parte da Cidade Alta. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mirante da Ribeira - Do mirante, pode-se avistar, ao sul, a Praia de Ponta D'el Chifre e trecho do Rio Beberibe. Em segundo plano, vê-se a cidade e o Porto do Recife e, ao fundo, a concentração urbana do bairro de Boa Viagem. A vegetação que lhe entorna é formada por fruteiras, principalmente coqueiros, espalhados na Cidade Alta. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mirante do Alto da Sé - Localizado no Largo da Igreja da Sé. A paisagem mais representativa do mirante está ao Sul, onde se observa os telhado do antigo casario e as Igrejas da Cidade Alta. Em segundo plano, se o Porto, a cidade do Recife e a Praia de Ponta D'el Chifre e um trecho do Rio Capibaribe. Ao fundo da paisagem aparece a concentração urbana do bairro de Boa Viagem. Ao Leste a Sudeste está o Oceano Atlântico. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas que se distribuem pelos quintais de Olinda. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza. Há, ainda, uma feirinha, onde se comercializam bebidas e comidas típicas e artesanato local.
Mirante do Largo da Misericórdia - localiza-s no Largo da Igreja da Misericórdia, avistando-se, ao sul, em primeiro plano, os Quatro Cantos de Olinda e seu casario. Em segundo plano, a Praia de Ponta D'el Chifre, trecho do Rio Beberibe, Complexo de Salgadinho, o Porto e a cidade do Recife. Ao leste, o Oceano Atlântico e parte da Cidade Alta. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
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Locais Pitorescos
Bicas de Olinda
Localizadas nas ruas Henrique Dias, no Varadouro (São Pedro) e dos Quatro Cantos, no Amparo (Quatro Cantos) e no Largo do Rosário, no Bonsucesso (Rosário), as tradicionais bicas da cidade foram construídas na primeira metade do século XIV em pedra e alvenaria. A finalidade era a de suprir a falta de água da Vila de Olinda. No século XIX é fundada a Companhia Santa Teresa encarregada dos serviços de água e luz. Os problemas de abastecimento, no entanto, não diminuíram, pois a Companhia tomou medidas para proibir o consumo gratuito nas bicas e cacimbas públicas. A Bica do Rosário foi fechada, a dos Quatro Cantos destruída. As bicas do Rosário, Quatro Cantos e São Pedro foram posteriormente recuperadas.Resistiram à ação do tempo e hoje completam os monumentos históricos da cidade.
Bica de São Pedro - Já era citada no século XVI. É a que possui maior vazão de água. Ainda serve à população olindense. Sua água é tipicamente calcária, incolor, inodora. Tem temperatura ambiental em torno de 30º.
Bica dos Quatro Cantos - Tem registro documental encontrado em uma escritura do ano de 1602 com a denominação de Fonte de Tabatinga.
Bica do Rosário - Imponente peça colonial. Sua base ostenta o secular brasão de Olinda e o frontão é adornado por paredões com jarros de pedra. Tem escadaria toda lajeada em pedras.
Horto D'el Rey A data de sua fundação não está devidamente comprovada. Uma Carta Régia de 19 de novembro de 1798 determinava o estabelecimento de um Jardim Botânico em Pernambuco semelhante ao que se havia criado no Pará. Pereira da Costa, nos Anais Pernambucanos, registrada o ano de 1811 como o da fundação do Jardim Botânico de Olinda. O local onde foi instalado encontra-se nas proximidades do Convento da Conceição, no Bonsucesso. Teve seu tempo áureo entre os anos de 1826 e 1830, quando chegou a possuir mais de mil espécies. A área foi vendida em 1854 e hoje pertence a particulares.
Mata do Passarinho
Área de preservação ambiental, considerada de utilidade pública desapropriada pelo Decreto Municipal n° 057, de 12 de maio de 1998. A Mata de Passarinho é o último resquício de Mata Atlântica do município de Olinda. Constantemente pressionada pela população do seu entorno, a mata é bastante utilizada pela população como área de lazer e de recursos naturais disponíveis. São 13,36 hectares que abrigam espécies vegetais como cajá, dendê, favinha, imbaúba, ingá, jacarandá, louro, pau-sangue, murici, oiti, sucupira e visgueiro. Está situada no bairro de Passarinho, próximo aos bairros de Alto da Bondade, Águas Compridas, Córregos dos Carneiros e do Abacaxi e Caixa D'Água.
Lazer contemplativo
Olinda tem uma incrível vocação para o lazer contemplativo. Seja do alto de suas colinas, ou das calçadas da orla marítima as paisagens que se descortinam fazem jus ao que cantou o poeta Carlos Pena Filho, em seu poema "Olinda". Afirma Pena Filho:
"Olinda é só para os olhos, não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro.
Diz somente: é lá que eu vejo."
(Carlos Pena Filho)
São pontos de lazer contemplativo:
Os mirantes; As colinas da Cidade Alta; Toda a orla marítima.
Localizadas nas ruas Henrique Dias, no Varadouro (São Pedro) e dos Quatro Cantos, no Amparo (Quatro Cantos) e no Largo do Rosário, no Bonsucesso (Rosário), as tradicionais bicas da cidade foram construídas na primeira metade do século XIV em pedra e alvenaria. A finalidade era a de suprir a falta de água da Vila de Olinda. No século XIX é fundada a Companhia Santa Teresa encarregada dos serviços de água e luz. Os problemas de abastecimento, no entanto, não diminuíram, pois a Companhia tomou medidas para proibir o consumo gratuito nas bicas e cacimbas públicas. A Bica do Rosário foi fechada, a dos Quatro Cantos destruída. As bicas do Rosário, Quatro Cantos e São Pedro foram posteriormente recuperadas.Resistiram à ação do tempo e hoje completam os monumentos históricos da cidade.
Bica de São Pedro - Já era citada no século XVI. É a que possui maior vazão de água. Ainda serve à população olindense. Sua água é tipicamente calcária, incolor, inodora. Tem temperatura ambiental em torno de 30º.
Bica dos Quatro Cantos - Tem registro documental encontrado em uma escritura do ano de 1602 com a denominação de Fonte de Tabatinga.
Bica do Rosário - Imponente peça colonial. Sua base ostenta o secular brasão de Olinda e o frontão é adornado por paredões com jarros de pedra. Tem escadaria toda lajeada em pedras.
Horto D'el Rey A data de sua fundação não está devidamente comprovada. Uma Carta Régia de 19 de novembro de 1798 determinava o estabelecimento de um Jardim Botânico em Pernambuco semelhante ao que se havia criado no Pará. Pereira da Costa, nos Anais Pernambucanos, registrada o ano de 1811 como o da fundação do Jardim Botânico de Olinda. O local onde foi instalado encontra-se nas proximidades do Convento da Conceição, no Bonsucesso. Teve seu tempo áureo entre os anos de 1826 e 1830, quando chegou a possuir mais de mil espécies. A área foi vendida em 1854 e hoje pertence a particulares.
Mata do Passarinho
Área de preservação ambiental, considerada de utilidade pública desapropriada pelo Decreto Municipal n° 057, de 12 de maio de 1998. A Mata de Passarinho é o último resquício de Mata Atlântica do município de Olinda. Constantemente pressionada pela população do seu entorno, a mata é bastante utilizada pela população como área de lazer e de recursos naturais disponíveis. São 13,36 hectares que abrigam espécies vegetais como cajá, dendê, favinha, imbaúba, ingá, jacarandá, louro, pau-sangue, murici, oiti, sucupira e visgueiro. Está situada no bairro de Passarinho, próximo aos bairros de Alto da Bondade, Águas Compridas, Córregos dos Carneiros e do Abacaxi e Caixa D'Água.
Lazer contemplativo
Olinda tem uma incrível vocação para o lazer contemplativo. Seja do alto de suas colinas, ou das calçadas da orla marítima as paisagens que se descortinam fazem jus ao que cantou o poeta Carlos Pena Filho, em seu poema "Olinda". Afirma Pena Filho:
"Olinda é só para os olhos, não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro.
Diz somente: é lá que eu vejo."
(Carlos Pena Filho)
São pontos de lazer contemplativo:
Os mirantes; As colinas da Cidade Alta; Toda a orla marítima.
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David Mayk Rodrigues de Lima
Monumentos Históricos




Além de igrejas seculares, Olinda abriga em seu Sítio Histórico diversos monumentos que retratam uma parte importante da história do Brasil. São construções seculares, que se mantêm vivas por seu uso contínuo. Também são monumentos de Olinda, construções do século XX, como, por exemplo, o prédio da caixa d'água, a primeira construção modernista erguida no Brasil.
Prédio da Caixa D'Água
Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé
Construída em 1934, com projeto do arquiteto Luís Nunes, a Caixa D'Água do Alto da Sé é um marco da arquitetura moderna brasileira. O uso de pilotis, a forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra totalmente vazada de luz foram utilizadas, posteriormente, por Niemeyer nos edifícios de Brasília. Nesse edifício foi utilizado, pela primeira vez no Brasil, o combogó como elemento decorativo de ventilação e de iluminação.
Prédio da Caixa D'Água
Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé
Construída em 1934, com projeto do arquiteto Luís Nunes, a Caixa D'Água do Alto da Sé é um marco da arquitetura moderna brasileira. O uso de pilotis, a forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra totalmente vazada de luz foram utilizadas, posteriormente, por Niemeyer nos edifícios de Brasília. Nesse edifício foi utilizado, pela primeira vez no Brasil, o combogó como elemento decorativo de ventilação e de iluminação.
Sobrado mourisco I
Localização: Rua do Amparo, 28 - Cidade Antiga
O Sobrado mourisco I foi construído no século XVIII e possui arquitetura com influência árabe.
Sobrado mourisco II
Localização: Praça Conselheiro João Alfredo, 07 - Carmo.
O Sobrado Mourisco II
foi construído no século XVII. Possui três portas almofadas e no andar superior existe um balcão mourisco de madeira com losangos e treliças com seu muxurabi. Nesse velho solar hospedaram-se, em 1859, autoridades como o Imperador Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina.
Maxambomba
Localização: Praça do Carmo, s/n° - Carmo
Em 1866 foi iniciada a utilização dos trens a vapor, a chamada maxambomba, que ligavam o centro do Recife aos subúrbios de Olinda. A primeira linha que interligava as duas cidades tinha seu traçado que saía de Campo Grande, passando por Salgadinho e seguia até o Carmo, onde em 1871 foi construída uma garagem ou oficina da Companhia de Trilhos Urbanos do Recife, Olinda e Beberibe.
Observatório Meteorológico
Localização: Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé
Numa área de aproximadamente seis mil metros quadrados, em um dos pontos mais altos de Olinda, o Alto da Sé, fica o Observatório Meteorológico da cidade. Nele foi descoberto, em 1860, o primeiro cometa do Brasil observado pelo astrônomo francês Emmanuel Liais.
Faculdade de Direito
Localização: Rua de São Bento - Varadouro
A Faculdade de Direito de Olinda foi criada em 11 de agosto de 1827 e a inauguração se deu no ano seguinte, por solicitação da presidência da Província. Funcionou em salas do Mosteiro de São Bento até sua transferência em 1852, para o antigo Palácio dos Governadores. O curso jurídico de Olinda trouxe, na época, uma dinâmica diferente para a cidade. Estudantes enchiam as ruas com novas idéias, surgiram jornais empreendidos pelos futuros bacharéis e riqueza cultural. Em 1854, por oferecer melhor estrutura, foi transferida em definitivo para o Recife.
Farol de Olinda
Localização: Bairro do Amaro Branco
O farol original foi montado sobre o Fortim Montenegro, visível a 12 milhas. Aceso pela primeira vez em 1872. O farol atual foi construído no alto do morro denominado Morro de Serapião, localizado no bairro do Amaro Branco e inaugurado em 7 de setembro de 1941. Horário: sábado, domingos e feriados. A visitação pode ser feita por pequenos grupos, por 15 minutos, das 14h às 17h. Fone.: 3496-6525.
Forte de São Francisco (Fortim do Queijo)
Localização: Rua do Sol - Carmo
A localização geográfica da Vila de Olinda tornava relativamente fácil a entrada dos invasores. A vulnerabilidade da região criou a necessidade de defesa e por conta disso, a partir do século XVII, intensificaram-se as construções das fortalezas. De acordo com o historiador Vanildo Bezerra, "o Fortim do Queijo era um baluarte de certa envergadura, mas com o passar do tempo tomou o formato de um queijo, vindo daí o seu nome". Historiadores afirmam que o Fortim do Queijo é o mais antigo da cidade e teria sido construído por Cristóvão Álvares, por volta da década de 20, do século XVII. O forte passou por uma fase de pré-ruína e durante a administração do prefeito Aredo Sodré da Mota (1973-1977) passou por uma restauração que lhe confere as atuais feições. Atualmente encontra-se sob a responsabilidade do Ministério do Exército.
Palácio dos Governadores
Localização: Rua de São Bento, 123 - Varadouro
Construído no século XVII, foi o antigo Paço da Assembléia Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador. Abrigou os Cursos Jurídicos, em 1854, além do Teatro Melpôneme, o Fórum e o Colégio Arquidiocesano de Olinda. Atualmente, funciona como sede do Poder executivo de Olinda Imponente edifício de arquitetura simples e palaciana, iluminado por lampiões imperiais, o Palácio dos Governadores conserva o piso e as escadarias da nobreza. Coreto da Praça da Preguiça Localização: Avenida Liberdade, s/n° - Carmo
Construção do fim do século XIX, o coreto tem construção de ferro fundido, de procedência inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro é adornada por arabescos e encimada por uma espécie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava a Banda de Música, que animava as festas de Olinda.
Ruínas do Senado
Localização: Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n° - Ribeira Ali ficava o imponente prédio do Senado da Câmara de Olinda, que foi concluído em 1693. Hoje, a secular ruína mostra a incomum espessura das paredes antigas, com placa contendo os seguintes dizeres: "Aqui, em 10 de novembro de 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em favor da fundação da República entre nós."
Casa de João Fernandes Vieira
Localização: Rua de São Bento - Varadouro
À direita da Rua de São Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu João Fernandes Vieira, restaurador de Pernambuco, rico senhor de engenho, que teve destaque na luta contra o invasor holandês.
Centro de Educação Musical de Olinda
Localização: Complexo Rodoviário de Salgadinho - Santa Tereza
O casarão integrava o antigo Sítio Ramos, propriedade onde havia viveiros de peixes e árvores frutíferas, adquirido em 1915 pelo coronel Arthur Lundgren. Abandonado durante vários anos, foi restaurado e atualmente abriga o Centro de Educação Musical de Olinda.
Biblioteca Pública
Localização: Avenida Liberdade, s/n° - Carmo A casa é exemplo da arquitetura rural do século XVII. A primeira biblioteca é de 1830 e foi instalada no Convento de São Francisco. A chamada Casa 100 do Carmo foi inaugurada como Biblioteca Pública em 1996.
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David Mayk Rodrigues de Lima
Praias Olindenses
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A Casa Caiada é uma praia urbana onde foram colocada algumas pedras para impedir o avanço do mar. Possui águas calmas que na maré baixa praticamente desaparece as ondas.
A Bairro Novo é subdividida por arrecifes que foram feitos para conter o avanço do mar. Possui alterações de profundidade exigindo atenção e cuidado dos banhistas, e possui poucos trechos poluídos.
A Praia Rio Doce é bastante freqüentada e contém vários bares e restaurantes a sua orla. É uma área de erosão marinha que favorece a entrada de banhistas e praticantes de esportes aquáticos.
A Praia dos Milagres é urbana e possui ondas fortes favoráveis à pratica de esportes aquáticos,sem muitos trechos poluídos que permite a entrada de banhistas por não estar totalmente degradado.
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David Mayk Rodrigues de Lima
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Olinda



Olinda é um município brasileiro do estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife.
Possui 394.850 habitantes (IBGE/2008),[2] sendo uma das mais bem preservadas cidades coloniais do Brasil. Foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982.
Um mito popular diz que o nome Olinda teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – "Oh, linda situação para se construir uma vila!". Mas de fato, o nome advém de uma personagem feminina do romance de cavalaria Amadis de Gaula.[carece de fontes?]
História
No estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. Foi elevada a vila em 12 de março de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, transferiram a sede para o Recife.
Olinda em 1650.Em 1654, quando os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses, volta a ser capital de Pernambuco. Em 1676 foi elevada à categoria de cidade. Em 1837, perde de vez o título de capital para o Recife.
Foral de Olinda
A outorga do Foral em 1537, feita pelo primeiro donatário, fidalgo de formação européia, estabelece pontes com o mundo peninsular e europeu, ganhando assim inserção no velho continente. O Foral de Olinda confere à povoação o título de Vila e estabelece o seu patrimônio público. Entretanto, não possui a forma dos forais manuelinos e afasta-se dos modelos textuais existentes, apresentado-se como uma carta de doação por não possuir no seu conteúdo a definição dos limites do Termo da Vila, as normas judiciais e penais e a carga fiscal imposta aos moradores.
O Foral de 1537 não recebeu, por parte dos primeiros vereadores, o cuidado que requeria o documento original, portanto, em 1550, a Câmara solicitou ao donatário uma cópia do documento, a qual foi tirada do livro de tombo e matrícula da Capitania. Com a invasão holandesa em 1630 e o incêndio em 1631, o documento guardado no arquivo do conselho foi novamente perdido. Em 1654, após a restauração do domínio português em Pernambuco, o texto foi localizado no Mosteiro de São Bento de Olinda e dele foi um traslado em 1672.
Olindenses Ilustres
Adelino Antônio de Luna Freire
Antônio José da Silva Filho
Basílio Quaresma Torreão
Chico Science
Cléber Santana Loureiro
Crispim do Amaral
Duarte de Albuquerque Coelho
Duarte Coelho de Albuquerque
Felipe Bandeira de Melo
Fernando Cardoso
Francisco do Rego Barros (Salinas)
Geraldo Pinho Alves
Givanildo Oliveira
Jacilda Urquisa
João Capistrano Bandeira de Melo Filho
Joaquim Saldanha Marinho
Jorge dü Peixe
Jorge de Albuquerque Coelho
José Corbiniano Lins
Júlio Braga (pianista)
Lúcio Carlos Cajueiro Souza
Lula Pereira
Mário Gibson Barbosa
Matias de Albuquerque
Nivaldo Machado
Olimpio Bonald Neto
Ovelha (cantor)
Quincas Laranjeiras
Samuel Wallace MacDowell
Cometa Olinda
Em 1860, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu, no Observatório do Alto da Sé, o primeiro cometa relatado a partir de observações na América Latina e o único descoberto no Brasil, que recebeu a denominação de cometa Olinda.
Demografia
Olinda tem uma população de cerca de 377.000 no total (360.554 na Zona urbana), e uma Área de 37,9 km², faz parte da Região Metropolitana do Recife. Localizada a uma distância de 6 km de Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com Recife, a leste com Oceano Atlântico.
Cultura
Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.
Em 2005, Olinda foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura para o ano de 2006.
Foi a primeira vez que o Brasil elegeu uma capital cultural. O projeto é uma iniciativa da organização Capital Brasileira da Cultura (CBC), com o apoio dos Ministérios da Cultura e do Turismo e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Olinda revive o esplendor de seu passado todos os anos durante o Carnaval, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos originais de Pernambuco. Há bonecos gigantes, nos quais cabe um homem apenas em suas pernas para ampará-lo; e blocos carnavalescos (com temáticas variadas, de grupos variados, geralmente acompanhados de orquestras de frevo, e/ou trios elétricos). É costume dos jovens molhar os transeuntes com pistolas d'água. Vários grupos também se fantasiam, seja qual for o personagem, em geral com a intenção de chamar a atenção para si, fazer uma crítica social, animar com brincadeiras, e atrair parceiros.
Durante todo o ano, em especial no sítio histórico de Olinda, há eventos culturais, como feirinhas de artesanato, reggaes, sambas, maracatus e afoxés. Também há ambientes mais intimistas, como casas de festas, bares e restaurantes culturais - com noites literárias, excelente gastronomia, música ao vivo etc. Circulam no meio crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos. Também há outras localidades, à beira-mar, onde a noite é freqüentada por diversas pessoas.
Também são símbolos culturais da cidade a comida típica tapioca, e o farol de Olinda.
Economia e sociedade
Olinda é um município essencialmente habitacional, comercial e turístico. Pode-se dizer que é uma "semi-cidade dormitório", em relação à capital pernambucana, a vizinha Recife. Os habitantes são majoritariamente de classe média e de classe baixa.
Terreiro de Pai adão

Terreiro Obá Ogunté ou
Terreiro de Pai Adão
Religiões afro-brasileiras
A história do Ilê Obá Ogunté começa por volta de 1875, com a chegada ao Brasil da africana Inês Joaquina da Costa (Ifá Tinuké) também chamada de Tia Inês, morreu em 1905. Foi a fundadora do atual Sitio de Pai Adão, no Sítio de Água Fria, no Recife.
É a mais antiga casa de culto Nagô de Pernambuco e uma das mais venerandas do Brasil, considerada uma das matrizes da nação de culto afro-brasileiro Nagô, que guarda alguma semelhança com a nação Ketu da Bahia, similar ao Xambá e ao Tchamba de Togo, e Trinidad e Tobago.
Primeiro terreiro a ser tombado por um governo estadual.
O tombamento foi feito pelo Decreto 10.712, de 5 de setembro de 1985, pelo Governo do Estado de Pernambuco.[1]
Pai Adão - Ope WatananO Ilê Obá Ogunté, mais conhecido hoje como Sítio de Pai Adão, é um modelo de culto sob todos os pontos-de-vista: na sofisticação ritual, na beleza de sua música e da dança, no número de divindades cultuadas (ali são cultuadas divindades não encontradas em nenhum outro culto do Brasil), no poder espiritual das possessões, tudo indicando uma tradição conservada com fidelidade às suas raízes.
Tia Inês, ao vir para o Brasil, trouxe consigo várias divindades, sob a forma de símbolos, imagens, objetos e inclusive sementes, para plantar uma imensa gameleira, ainda existente que é venerada como a divindade Iroko.
Ainda preserva em seu espaço-físico um baobá com mais de um século de existência e com mais de 10m de diâmetro, raro no Brasil por ser mais comumente encontradas espécimes desse porte nos locais de onde são nativas, na ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), no continente africano e na Austrália (com uma espécie em cada).
A casa funcionou sempre como uma grande comunidade de negros africanos e de seus descendentes. Com a morte de Ifá Tinuké, ela passou a ser liderada por Felipe Sabino da Costa (Ope Watanan), conhecido por Pai Adão (sucessor de Tia Inês), que foi a maior personalidade da história do Xangô do Recife, entre outros talentos, por seus poderes espirituais, seu conhecimento profundo dos fundamentos rituais, estéticos e mitológicos da tradição e seu domínio do idioma Iorubá.
O babalorixá atual é Manoel do Nascimento Costa, mais conhecido como Manuel Papai, e a iyalorixá Maria do Bonfim. Na nação Nagô-Egbá sempre são duas pessoas que dirigem a casa: um babalorixá e uma iyalorixá, ou seja, um pai e uma mãe-de-santo.
De Pai Adão, todo o conhecimento foi transmitido sucessivamente a Obalonein, Fatemi e Oluandê, para que finalmente fossem passados em Belford Roxo a Osunaloji (Pai Milton), que zela pela conservação e manutenção dessa tradição recebida, no Ilê Axé Agawere Xapanan. Em seu ilê (casa), cujo orixá patrono é Iemanjá, as novas gerações de filhos de santo recebem dele todo esse rico arsenal de cultura afro-brasileira, com fundamento na nação Nagô-Egbá.
No Maranhão, a Casa Fanti Ashanti, em São Luís, nação Jeje-Nagô, babalorixá Euclides Menezes Ferreira (Talabian),(de Oxaguiã c/Oxum) e Mãe Isabel de Xangô com Oxum. A raiz é do Sitio de Pai Adão - Nagô do Recife - liderado hoje por Manuel Papai e Maria das Dores ja falecida, juntamente Pai Raminho de Oxossi que incentiva os desfiles de Maracatu no Carnaval do Recife[2].
Em São Paulo, a iyalorixá Maria das Dores Talabideiyn deixou a seu filho Pai José Alabiy (José Gomes Barbosa), babalorixá do Ilê Axé Ajagunã Obá Olá Fadaká, a tradição Egbá, passada à sua filha Oya Dolu (Lorena de Santiago) iyalorixá do Ilê Axé Oya Tundê, juntamente com Baba Alajemi (Nilso Jorge Júnior), onde também se preservam os mais antigos fundamentos do Nago-Egba. Entre outros, destaca-se a iyalorixá Valdecir de Obaluaye que, sendo filha-de-santo de Osunalogi, traz consigo a tradição e cultura dessa grande raíz.
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